sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Clonagem de cachorro para um tempo mais duradouro com sua família

 

Clonagem de cachorro para um tempo mais 

duradouro com sua família 

 

Por Carlos Daniel, Gabriela Rebutini, Gabriele Antunes, José Arthur, Nicolas Feltrin, Rodrigo Feitosa 

formandos em Ciências biológicas


 

A empresa ViaGen é responsável pela clonagem de animais de estimação (geralmente cães e gatos) para famílias as quais perderam (ou estão para perder) o animal original. Ganha atenção pelo caso de Kelly Anderson, que ao perder seu gato Chai em 2017, entra em contato com a empresa ViaGen para então depois de 4 anos, receber Belle, uma gata “cópia” de Chai. Kelly recebeu muitas críticas nas redes sociais a respeito da “nova” gata, por querer criar um ser em laboratório para pertence próprio, e “desincentivar” a adoção de um animal necessitado, a justificativa dada por Kelly foi que não teria como substituir o valor da gata anterior com um novo adotado. Essas críticas podem ser vistas como uma banalização do sentimento de considerar o animal de estimação como um membro da família, ainda mais em situações de luto em que os donos estão muito mais vulneráveis sentimentalmente. Um entre outros casos conhecido sobre a mesma empresa, foi com o ex-jogador Tom Brady que mandou clonar sua cadela Lua antes mesmo de sua morte em 2023, chegando posteriormente à família, Junie.   Na figura ao lado tem-se o modelo ilustrando o processo de clonagem de animais publicado na Revista Veja. Além das críticas citadas anteriormente, outras que podem ser feitas a respeito da clonagem de animais nesse contexto são: a perda da unicidade e o valor do ser quando criado um “novo indivíduo” idêntico; a falta de consentimento do clone ser criado como cópia a outro indivíduo; incluindo o critério anterior, a instrumentalização/objetificação do clone como um produto/substituto para quem o criou/quem mandou ser criado; e outro fator visa não o indivíduo clonado, mas uso de indivíduos os quais serão utilizados de barriga de aluguel para formar o clone. Tal privatização da liberdade do animal pode ser considerado maltrato e no contexto de pesquisa como abuso, ferindo a Lei nº 9.605/1998 (Art. 32). 

Tal tecnologia realizada pela empresa acarreta diferentes opiniões, onde parte das pessoas acreditam que a clonagem desses animais nesses contextos é considerada antiética, enquanto outras pessoas veem como uma possibilidade para “longevidade” com um membro da família, podendo isso a distorcer a visão que algumas pessoas têm sobre outros seres, a entenderem como “objetos” (ou algo a ser substituído). 

Os custos para o cliente ao entrar em contato com a empresa para adquirir uma cópia de seu gato/cachorro e cavalo são de aproximadamente US$50.000 (equivalendo a R$249.660) e US$85.000 (equivalendo a R$424.422) respectivamente. Os locais onde a ViaGen atua são em alguns estados dos Estados Unidos, em um estado do sul da Espanha e na Coreia do Sul, curiosamente os estados em que a empresa está presente nos EUA, são estados onde as leis a respeito de animais são mais flexíveis e “abertas” para experimentos, como exemplo os da ViaGen. A tecnologia usada pela ViaGen, favorece os estudos da empresa Colossal (a qual comprou a ViaGen), que tem atualmente estudos a respeito de reviver animais considerados extintos para período contemporâneo. Tais estudos também recebem críticas e opiniões diversas de diferentes pessoas, principalmente na questão de: se é correto trazer de volta seres que já tiveram seu tempo de vivência na Terra; e quais os riscos de futuramente usar essa tecnologia em humanos.  

 

O presente ensaio foi desenvolvido para a matéria de Biologia e Evolução do Comportamento Animal do curso de Ciências Biológicas 8º período, tendo como base as fontes:


 


 

 

 

 

 

https://www.businessinsider.com/kelly-anderson-does-not-regret-cat-cloning-videos-2022-4 

 

A única inteligência artificial utilizada foi o Gemini do Google para facilitar a pesquisa.  

 

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