Clonagem de cachorro para um tempo mais
duradouro com sua família
Por Carlos Daniel, Gabriela Rebutini, Gabriele Antunes, José Arthur, Nicolas Feltrin, Rodrigo Feitosa
formandos em Ciências biológicas
A empresa ViaGen é responsável pela clonagem de animais de estimação (geralmente cães e gatos) para famílias as quais perderam (ou estão para perder) o animal original. Ganha atenção pelo caso de Kelly Anderson, que ao perder seu gato Chai em 2017, entra em contato com a empresa ViaGen para então depois de 4 anos, receber Belle, uma gata “cópia” de Chai. Kelly recebeu muitas críticas nas redes sociais a respeito da “nova” gata, por querer criar um ser em laboratório para pertence próprio, e “desincentivar” a adoção de um animal necessitado, a justificativa dada por Kelly foi que não teria como substituir o valor da gata anterior com um novo adotado. Essas críticas podem ser vistas como uma banalização do sentimento de considerar o animal de estimação como um membro da família, ainda mais em situações de luto em que os donos estão muito mais vulneráveis sentimentalmente. Um entre outros casos conhecido sobre a mesma empresa, foi com o ex-jogador Tom Brady que mandou clonar sua cadela Lua antes mesmo de sua morte em 2023, chegando posteriormente à família, Junie. Na figura ao lado tem-se o modelo ilustrando o processo de clonagem de animais publicado na Revista Veja. Além das críticas citadas anteriormente, outras que podem ser feitas a respeito da clonagem de animais nesse contexto são: a perda da unicidade e o valor do ser quando criado um “novo indivíduo” idêntico; a falta de consentimento do clone ser criado como cópia a outro indivíduo; incluindo o critério anterior, a instrumentalização/objetificação do clone como um produto/substituto para quem o criou/quem mandou ser criado; e outro fator visa não o indivíduo clonado, mas uso de indivíduos os quais serão utilizados de barriga de aluguel para formar o clone. Tal privatização da liberdade do animal pode ser considerado maltrato e no contexto de pesquisa como abuso, ferindo a Lei nº 9.605/1998 (Art. 32).
Tal tecnologia realizada pela empresa acarreta diferentes opiniões, onde parte das pessoas acreditam que a clonagem desses animais nesses contextos é considerada antiética, enquanto outras pessoas veem como uma possibilidade para “longevidade” com um membro da família, podendo isso a distorcer a visão que algumas pessoas têm sobre outros seres, a entenderem como “objetos” (ou algo a ser substituído).
Os custos para o cliente ao entrar em contato com a empresa para adquirir uma cópia de seu gato/cachorro e cavalo são de aproximadamente US$50.000 (equivalendo a R$249.660) e US$85.000 (equivalendo a R$424.422) respectivamente. Os locais onde a ViaGen atua são em alguns estados dos Estados Unidos, em um estado do sul da Espanha e na Coreia do Sul, curiosamente os estados em que a empresa está presente nos EUA, são estados onde as leis a respeito de animais são mais flexíveis e “abertas” para experimentos, como exemplo os da ViaGen. A tecnologia usada pela ViaGen, favorece os estudos da empresa Colossal (a qual comprou a ViaGen), que tem atualmente estudos a respeito de reviver animais considerados extintos para período contemporâneo. Tais estudos também recebem críticas e opiniões diversas de diferentes pessoas, principalmente na questão de: se é correto trazer de volta seres que já tiveram seu tempo de vivência na Terra; e quais os riscos de futuramente usar essa tecnologia em humanos.
O presente ensaio foi desenvolvido para a matéria de Biologia e Evolução do Comportamento Animal do curso de Ciências Biológicas 8º período, tendo como base as fontes:
https://www.businessinsider.com/kelly-anderson-does-not-regret-cat-cloning-videos-2022-4
A única inteligência artificial utilizada foi o Gemini do Google para facilitar a pesquisa.
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