terça-feira, 25 de agosto de 2026

Bioética Ambiental: Espaços Democráticos para a Participação Social na Gestão Colaborativa de uma Cidade Inteligente

 

por Carina Del Pino Sandrini




No Brasil, a Constituição Federal de 1988 estabeleceu a responsabilidade compartilhada entre Estado e coletividade na proteção do meio ambiente, ampliando a participação da sociedade civil. No entanto, persistem barreiras diante da autonomia, do acesso à informação e da efetiva influência sobre as decisões públicas, além da valorização de discursos técnicos, acadêmicos e econômicos em detrimento das argumentações da população. Diante dessas lacunas, organizações, coletivos e movimentos da sociedade civil assumem funções de proteção, educação e enfrentamento sociopolítico dos territórios afetados. A sociedade civil se constitui como um espaço autêntico e autônomo de deliberação, em que pessoas debatem publicamente para além da regulação do Estado e do mercado, desenvolvendo espaços legítimos de deliberação ética, atores de resistência e pontes entre as comunidades vulnerabilizadas e as instâncias formais de gestão pública. No contexto das cidades, os conflitos socioambientais urbanos enfrentam gradativa complexidade, uma vez que a urbanização intensifica as desigualdades presentes no território. A partir disso, as cidades inteligentes surgem como proposta de enfrentamento dos desafios do desenvolvimento urbano, articulando tecnologia, gestão participativa e sustentabilidade. A efetivação desse objetivo, no entanto, deve incorporar o direito à cidade e as especificidades culturais, sociais e econômicas dos territórios para não impor modelos padronizados, garantindo a participação social nas decisões e práticas que rondam a cidade. A cidade de Curitiba, que corresponde ao recorte da pesquisa, é reconhecida internacionalmente por iniciativas relacionadas ao modelo de cidade inteligente, à imagem de capital ecológica e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, mas apresenta, em seu território, desigualdades socioambientais estruturais. Esse contraste demonstra que o discurso de cidade inteligente e sustentável não garante participação ou justiça socioambiental quando desvinculado de uma abordagem ética crítica, podendo ser utilizado para sustentar premissas superficiais e legitimar decisões tecnocráticas que reproduzem e naturalizam desigualdades históricas. Diante disso, a pesquisa buscou compreender como se constituem os espaços deliberativos de participação social em questões socioambientais na região de Curitiba/PR, a partir das perspectivas da bioética ambiental e da bioética urbana, e de que forma esses referenciais podem contribuir para qualificar os processos de decisão sobre os problemas que atravessam a cidade. Foi esse percurso que me levou a propor, ao final da pesquisa, a criação de um Comitê de Bioética Ambiental para Curitiba.


O que a pesquisa mostrou
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A dissertação foi estruturada em três artigos. O primeiro artigo foi uma revisão integrativa, exploratória e analítica, realizada nas bases CAPES e Google Acadêmico, com os descritores “bioética urbana” e “urban bioethics”. Os resultados evidenciaram que a bioética urbana está em processo de consolidação terminológica, com um núcleo semântico voltado à análise crítica das desigualdades urbanas, embora a incorporação das pautas ambientais permaneça majoritariamente antropocêntrica. O segundo artigo foi uma pesquisa qualitativa e exploratória, realizada por meio de entrevistas semiestruturadas com representantes de doze organizações sociais da sociedade civil com atuação em pautas socioambientais em Curitiba/PR. Os resultados demonstraram que essas organizações praticam, de forma intuitiva, pressupostos da bioética ambiental em suas ações cotidianas, porém privilegiam respostas rápidas diante da urgência dos conflitos, comprometendo a qualidade ética do processo deliberativo. O terceiro artigo consistiu em um estudo de caso do Projeto Novo Inter 2, na Avenida Arthur Bernardes, em Curitiba. Os resultados evidenciaram que a colonialidade do saber-poder e o padrão histórico de baixa participação popular condicionam a legitimidade e a visibilidade do engajamento social, favorecendo territórios de maior renda em prejuízo de populações periféricas.

Onde entra a Bioética nisso tudo?

Bioética Ambiental: reconhece a interdependência existente entre a vida humana e não humana e integra a natureza, as futuras gerações e as populações em vulnerabilidade como pacientes morais, sujeitos afetados pelas decisões, mas que não possuem poder de decisão sobre elas. Bioética Urbana: parte da premissa que a cidade constitui agente ativo na produção de vulnerabilidades sociais, ambientais e territoriais, questionando modelos de gestão urbana homogêneos e hegemônicos que marginalizam outros modos de existir e habitar na cidade, e busca criar ferramentas capazes de proteger e empoderar as populações mais vulneráveis a intervir nas decisões que as afetam.  Bioética Deliberativa: valoriza o diálogo, a prudência, a escuta plural e a construção coletiva de decisões. Em conjunto, esses referenciais demonstram serem instrumentos capazes de integrar saberes populares e participação social, em diálogo com movimentos sociais e resistências populares, contribuindo para processos decisórios mais inclusivos e comprometidos com a justiça socioambiental.  A proposta: Comitê de Bioética Ambiental - A partir desses resultados, a pesquisa propôs a criação de um Comitê de Bioética Ambiental para a cidade de Curitiba, diante da complexidade dos conflitos socioambientais, que ultrapassam a capacidade de resposta dos modelos deliberativos existentes. Situado no campo da macrobioética, o comitê seria composto de forma multidisciplinar, plural e horizontal, reunindo poder público, setor privado, terceiro setor, academia e sociedade civil para democratizar o debate e qualificar eticamente as decisões. Sua atuação seria orientada pela deliberação, planejamento estratégico, responsabilidade mútua, precaução, pluralidade epistêmica e alfabetização ecológica, incorporando conhecimentos científicos, territoriais e comunitários. O objetivo seria fornecer visibilidade aos pacientes morais, incluindo natureza, animais, gerações futuras e populações vulnerabilizadas, reconhecendo a interdependência entre humanos, animais e ecossistemas.  O comitê funcionaria como espaço de diálogo, educação, consulta e construção de soluções prudentes e consensuais, inclusive diante de situações de incerteza, risco e crise ambiental.


Por que isso importa?

Os conflitos socioambientais urbanos abrangem diferentes valores, interesses, saberes, vulnerabilidades e sujeitos afetados pelas decisões. A pesquisa demonstra que existem organizações e movimentos sociais que praticam, no cotidiano, os pressupostos da bioética ambiental, atuando na proteção dos territórios, na educação, na mobilização e no enfrentamento de conflitos socioambientais, ainda que de maneira intuitiva e sem nomeá-los como práticas bioéticas. O desafio se encontra na falta de espaços capazes de qualificar a deliberação ao longo do tempo, uma vez que a urgência dos conflitos costuma priorizar respostas rápidas em detrimento de processos mais plurais e participativos. A bioética ambiental, articulada com a bioética urbana e a bioética deliberativa, demonstra ser instrumento capaz de integrar o conhecimento técnico aos saberes populares e à participação social, promovendo a inclusão e a defesa de grupos socialmente marginalizados, em sintonia com movimentos sociais e resistências populares, e contribuindo para a construção de processos decisórios mais inclusivos, transparentes e comprometidos com a justiça socioambiental. A priorização da inclusão de saberes e do exercício do direito à cidade deve anteceder qualquer prática de cidade inteligente, que precisa ser pensada a partir do contexto social de cada sociedade e integrada às diversidades éticas e culturais presentes no território. A proposta do Comitê de Bioética Ambiental pretende criar um espaço democrático capaz de articular, qualificar e ampliar os espaços de diálogo, fortalecendo a participação social e a responsabilidade compartilhada na gestão dos conflitos socioambientais.

Se interessou para o Tema te convido para assistir a defesa da minha dissertação

e Também Te convido a conhecer um pouco mais sobre a minha produção científica:

1. FISCHER, M. L.; SANTOS, D. S.; LARA, L. M. M. M.; TORTORA, N. L.; SANDRINI, C. P.; ROSANELI, C. F.. Engajamento Universitário: O campus como território político e educativo de uma Blue University In: Blue University: A Universidade e a Justiça das Águas, ed.1. Curitiba: CRV, 2026, v.1, p. 27 - 214.

2. SANTOS, D. S.; CAMPOS, A. C.; SANDRINI, C. P.; SUTILE, V. M.; FISCHER, M. L.. A importância do engajamento comunitário na bioética social e ambiental In: O E-caminho do diálogo V: A deliberação coletiva em busca da humanização em saúde integral na era digital, ed.1. Ponta Grossa: Atena, 2025, v.1, p. 148 - 159.

3. SANDRINI, C. P.; CHAVES, P.; CUNHA, T. R.; SGANZERLA, A.. Bioética e Justiça Climática In: O E-caminho do diálogo V: A deliberação coletiva em busca da humanização em saúde integral na era digital, ed.1. Ponta Grossa: Atena, 2025, v.1, p. 73 - 84.

4. FISCHER, M. L.; CAMPOS, A. C.; SANDRINI, C. P.; SANTOS, D. S.. O direito de os animais conviverem nas cidades: um debate entre a bioética ambiental e as cidades inteligentes In: Estado, regulação e transformação digital: política públicas, vulnerabilidades, mudanças climáticas e bioética, ed.1. São Paulo: Tirant Brasil, 2024, v.1, p. 273 - 288.

domingo, 2 de agosto de 2026

Invasão Silenciosa no Campus: Aranhas-da-Seda-Dourada

Estudo de campo detalha a distribuição, preferências de habitat e o intrincado comportamento ecológico da Trichonephila clavipes na capital paranaense.

Por Cauã  Macan e Davi Xavier de Cristo Silva

 

Quem caminha diariamente pelos jardins, blocos de aula e áreas esportivas do campus da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), em Curitiba, pode não perceber à primeira vista, mas está dividindo o espaço com uma densa e fascinante população de tecelãs prodígios. Entre os meses de abril e maio de 2026, um mapeamento detalhado transformou o campus em um verdadeiro laboratório a céu aberto para desvendar os segredos ecológicos da aranha-da-seda-dourada (Trichonephila clavipes).  Endêmica das Américas Central e do Sul, a T. clavipes é célebre por suas teias circulares gigantescas, cujos fios de seda possuem um revestimento de gotículas oleosas produzidas pela glândula agregada, capazes de capturar presas com extrema eficiência. O estudo questionou como essa espécie interage com o constante fluxo de estudantes e funcionários e quais áreas do campus oferecem as melhores condições de sobrevivência. Os números da pesquisa resultaram no mapeamento de 80 teias,  147 aranhas (90 fêmeas e 57 machos), e, ainda mais 13 aranhas cleptoparasitas (espécies "piratas" que roubam presas diretamente das teias).  Também foi registrada arquitetura estratégica e sucesso na caça através de caminhadas sistemáticas por toda a universidade, por meio do registro e análise de parâmetros estruturais das teias e a localização dos indivíduos. A análise dos dados revelou padrões ecológicos marcantes, tais como:  Tamanho é Documento! pois as teias com maior área de superfície apresentaram um número significativamente maior de carcaças de insetos, confirmando que a dimensão da armadilha de seda é diretamente proporcional à taxa de captura de alimentos.  A Altura é Estratégica! A altura da teia em relação ao solo também influenciou diretamente o volume de presas capturadas.  A Água atrai! houve uma clara concentração de teias em locais próximos a fontes de água, ambiente propício devido à abundância de insetos voadores.  A ocupação das teias revelou uma dinâmica social própria, pois enquanto quase todas as teias continham uma fêmea residente, os machos eram mais seletivos, estando presentes em apenas metade das teias, mas às vezes disputando a mesma fêmea em grupos. Também foi observada a Reação à Presença Humana e "Piratas de Teia". Durante as aproximações para medição, as aranhas mantiveram uma postura predominantemente imóvel. Contudo, ao sofrerem perturbações diretas (como um toque acidental com a trena), demonstraram reações distintas, enquanto algumas avançavam agressivamente provavelmente acreditando ter capturado uma presa, outras recuavam rapidamente buscando abrigo.  Outro achado foi a presença de 13 aranhas cleptoparasitas, as "visitantes oportunistas" habitam a periferia das teias das T. clavipes para roubar comida sem o esforço de construir suas próprias teias.  Também foi determinada a Rota da Coleta e Condições Climáticas, sendo que as coletas cobriram diversos microclimas e horários ao longo do campus da PUCPR:  No Jardim da Vida (15:12, 25°C): o ambiente arborizado com baixo fluxo de pessoas, nos  blocos verde, vermelho e laranja (13:50–15:47, 22°C a 25°C) destacaram-se as áreas de circulação alta de pedestres. Já na capela, biblioteca e bloco Amarelo (13:40, 26°C) foi registrado alto fluxo de pessoas, enquanto no ginásio, piscinas e estacionamento 4 (14:00–14:30, 26°C), a circulação foi média/baixa. Além do trabalho de campo, as atividades se estenderam ao Núcleo de Comportamento Animal (NEC), localizado no Bloco de Ciências da Vida. Nosso estágio teve como objetivo mapear a abundância de aranhas no campus e aprofundar o conhecimento sobre seu ciclo de vida. A pesquisa importa para formação acadêmica, pois assim podemos vivenciar o dia-a-dia de um cientista, importa para ciência pois agrega dados que podem ser articulados com inúmeras outras abordagens e auxiliar na conservação da biodiversidade. Além disso, importa para sociedade também, pois busca desmistificar a biofobia relacioanda com presença desses animais, demonstrando que eles não representam uma ameaça à comunidade acadêmica. Pelo contrário, sua atuação é fundamental para o equilíbrio do ecossistema local, destacando-se no controle natural de pragas e insetos e mostrar que fazem parte da nossa comunidade acadêmica! Se encontrar alguma delas, pare por um segundo, aprecie e tire uma foto! Se quiser nos contar como foi, deixei um comentário.

sexta-feira, 31 de julho de 2026

XII Simpósio de Prática Docente fortalece a cultura de inovação pedagógica e a Blue University na PUCPR

por Marta L. Fischer




 A Blue University e o Grupo de Pesquisa em Bioética ambiental participaram do XII Simpósio de Prática Docente, promovido pelo Núcleo de Excelência Pedagógica (NEP/NIP) da PUCPR, um evento consolidado como espaço de compartilhamento de experiências voltadas ao aprimoramento do ensino superior. Ao longo de três dias os docentes apresentaram práticas desenvolvidas em sala de aula, projetos de extensão, experiências de internacionalização, uso de tecnologias educacionais e estratégias voltadas à aprendizagem experiencial, evidenciando a diversidade de iniciativas que vêm sendo construídas na instituição. A programação teve início com uma mesa dedicada ao Scholarship of Teaching and Learning (SoTL), à aprendizagem experiencial e à aprendizagem-serviço, seguida por apresentações organizadas em eixos temáticos que contemplaram metodologias de ensino, inteligência artificial aplicada à educação, inclusão, extensão universitária, internacionalização, ambientes imersivos e práticas inovadoras desenvolvidas nas diferentes escolas da PUCPR.  Ao acompanharmos as apresentações, observamos que diferentes áreas do conhecimento compartilham desafios semelhantes relacionados à formação dos estudantes. Independentemente da profissão, as experiências apresentadas buscaram aproximar teoria e prática, ampliar o protagonismo discente e desenvolver competências que respondam às demandas contemporâneas da sociedade. 
Destacou-se a diversidade de metodologias empregadas, incluindo simulações, estudos de caso, aprendizagem baseada em projetos, atividades extensionistas, experiências internacionais, realidade virtual e utilização crítica da inteligência artificial. Também foi possível perceber o fortalecimento da extensão universitária como componente estruturante da formação acadêmica. As experiências apresentadas demonstraram que os problemas presentes nos territórios onde a universidade está inserida vêm sendo incorporados às práticas pedagógicas, favorecendo processos de aprendizagem conectados com questões sociais, ambientais, culturais e econômicas.  Nossa participação ocorreu com a apresentação de duas experiências desenvolvidas no âmbito da Blue University, ambas utilizando a água como eixo estruturante da formação acadêmica. Embora voltadas a públicos distintos, graduação e pós-graduação, as duas iniciativas compartilham a mesma concepção pedagógica, baseada na aproximação entre 
problemas
 concretos do território, referenciais da Bioética Ambiental e processos de aprendizagem capazes de integrar ensino, pesquisa, extensão e comunicação científica. Na Mesa de Extensão apresentamos o trabalho "Somos uma Blue University: a água como eixo integrador de aprendizagem", desenvolvido na disciplina Projeto Interprofissional de Bioética e Direitos Humanos, componente comum aos cursos da Escola de Medicina e Ciências da Vida que reúne aproximadamente quinhentos estudantes por semestre. A proposta foi construída a partir da certificação da PUCPR como Blue University e da compreensão de que o Rio Belém representa muito mais do que um elemento da paisagem universitária. O rio foi incorporado ao processo formativo como território de aprendizagem, permitindo que estudantes de diferentes cursos da saúde analisassem, de forma colaborativa, problemas ambientais, sanitários, sociais, culturais, econômicos e espirituais presentes em seu entorno. Ao longo da disciplina, organizamos atividades que envolveram debates sobre bioética, direitos humanos e direitos da natureza, visitas ao Rio Belém, entrevistas com profissionais, participação em eventos de divulgação científica e elaboração de materiais educativos destinados à sensibilização da comunidade. Essa diversidade de estratégias favoreceu a aproximação entre diferentes áreas do conhecimento e estimulou a construção coletiva de soluções para problemas reais. Os resultados evidenciaram o potencial dessa abordagem. As discussões desenvolvidas pelos grupos produziram 5.596 comentários registrados nas atividades da disciplina, demonstrando intenso envolvimento dos estudantes com a análise crítica da realidade do Rio Belém. As reflexões sobre o reconhecimento do rio como sujeito de direitos favoreceram a aplicação de princípios bioéticos relacionados à dignidade, responsabilidade, solidariedade, justiça social e respeito à biodiversidade. Ao mesmo tempo, os estudantes passaram a compreender que as decisões tomadas em suas futuras profissões estarão inevitavelmente relacionadas à saúde dos ecossistemas e à qualidade de vida das populações humanas. Outro aspecto relevante foi o fortalecimento da interprofissionalidade. Estudantes provenientes de diferentes cursos construíram conjuntamente diagnósticos, discutiram conflitos, confrontaram perspectivas e produziram folders educativos destinados à comunidade. Esse processo ampliou competências relacionadas à comunicação, à deliberação ética e ao trabalho colaborativo, demonstrando que problemas complexos exigem respostas construídas por diferentes áreas do conhecimento. Também apresentamos o trabalho "Somos uma Blue University: a água como eixo integrador no ensino da Bioética Ambiental", desenvolvido na disciplina Bioética Ambiental do Programa de Pós-Graduação em Bioética da PUCPR. 

Nessa experiência, o Rio Belém foi utilizado como laboratório vivo para aproximar referenciais teóricos da Bioética Ambiental dos conflitos socioambientais presentes no território. As atividades envolveram a identificação de vulnerabilidades ambientais, análise de princípios éticos violados, discussão sobre justiça hídrica, direitos da natureza e governança das águas, sempre articuladas aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável. Entre 2024 e 2025, os estudantes produziram dezenove ensaios críticos publicados no blog da Bioética no dia a dia, que já ultrapassaram 1.200 visualizações. A escrita dos ensaios representou uma etapa importante do processo formativo ao estimular a comunicação científica e a socialização do conhecimento produzido na pós-graduação. A experiência demonstrou que a divulgação científica pode constituir uma estratégia pedagógica capaz de aproximar universidade e sociedade, ampliando o alcance das reflexões desenvolvidas em sala de aula. Apresentar essas duas experiências no Simpósio Creare permitiu compartilhar uma proposta pedagógica que vem sendo construída de forma contínua na PUCPR. A certificação como Blue University encontra sentido quando se traduz em práticas capazes de mobilizar estudantes, pesquisadores e docentes em torno da água como elemento integrador da formação universitária. O Rio Belém deixa de ser apenas um objeto de estudo e passa a constituir um espaço de investigação, reflexão ética, produção de conhecimento e compromisso com a transformação da realidade.  As experiências apresentadas têm origem em um percurso coletivo que resultou na publicação do livro Blue University: a universidade e a justiça das águas, organizado por Elias Wolff e Marta Luciane Fischer. A obra reúne diferentes perspectivas sobre o movimento Blue University, apresenta seus fundamentos conceituais e descreve experiências desenvolvidas na PUCPR que demonstram como a água pode integrar ensino, pesquisa, extensão, espiritualidade, governança e responsabilidade socioambiental. Para quem deseja conhecer mais profundamente essa proposta e compreender como a universidade pode assumir um papel ativo na promoção da justiça hídrica e dos direitos da natureza, a leitura da obra constitui um excelente ponto de partida. Leia aqui

quarta-feira, 1 de julho de 2026

O E-caminho VI – a trajetória agregando histórias, vivências e transformações



O E-Caminhos do Diálogo VI representa a sexta edição de uma ação extensionista do Programa de Pós-Graduação em Bioética da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PPGB/PUCPR), iniciada em 2015 com o propósito de aproximar universidade e sociedade por meio da deliberação ética sobre problemas cotidianos. Desde sua criação, a iniciativa vem sendo continuamente aperfeiçoada, preservando como princípio central a construção coletiva do conhecimento por meio do diálogo, da escuta qualificada e da participação social. A primeira edição, realizada em 2015, ocorreu de forma presencial e foi direcionada a estudantes do ensino fundamental. A atividade foi organizada como um percurso denominado Caminho do Diálogo, no qual os participantes percorriam diferentes etapas até chegar às Árvores da Vida, espaço simbólico onde eram convidados a refletir e deliberar coletivamente sobre dilemas éticos presentes em seu cotidiano. A metodologia privilegiava a aprendizagem experiencial, estimulando o desenvolvimento do pensamento crítico, da argumentação e da tomada de decisão compartilhada. A segunda edição, realizada em 2018, também ocorreu presencialmente e foi destinada a estudantes do ensino médio. Mantendo a lógica de um percurso interativo, o Caminho do Diálogo passou a ser estruturado em estações temáticas fundamentadas nos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Em substituição às Árvores da Vida, a molécula da água tornou-se o elemento integrador da experiência, conduzindo os participantes por atividades práticas, reflexivas e colaborativas que culminavam em uma deliberação sobre o futuro e na construção coletiva de uma cápsula do tempo, simbolizando o compromisso das novas gerações com a sustentabilidade e a responsabilidade ética. A terceira edição estava prevista para 2020 e seria desenvolvida presencialmente com a participação da população idosa. Entretanto, em razão das medidas de distanciamento social impostas pela pandemia de COVID-19, a ação precisou ser completamente reformulada. A adaptação para o formato virtual representou um desafio metodológico, exigindo a reconstrução de toda a dinâmica de interação. O resultado, contudo, superou as expectativas, demonstrando que os ambientes digitais poderiam constituir espaços igualmente potentes para a deliberação bioética, ampliando o alcance da iniciativa, favorecendo a participação de diferentes públicos e permitindo o diálogo entre participantes geograficamente distantes. Diante dos resultados obtidos, o formato virtual foi mantido e aperfeiçoado nas edições realizadas em 2022, 2024 e 2026, consolidando uma metodologia própria de diálogo deliberativo mediado por tecnologias digitais. Cada edição passou a reunir oficinas temáticas independentes, conduzidas por equipes compostas por docentes, pesquisadores, estudantes de pós-graduação e graduação, profissionais convidados e representantes da sociedade, abordando problemas complexos relacionados à bioética, aos direitos humanos, à saúde, ao meio ambiente, à educação e à cidadania. Na sexta edição, realizada em 2026,  as oficinas ocorreram  em ambiente virtual, seguindo uma metodologia deliberativa comum.Cada atividade foi estruturada a partir de uma pergunta motivadora e de objetivos específicos, iniciando-se com a apresentação da equipe responsável e das orientações éticas da pesquisa. Em seguida, um(a) convidado(a) realizava uma exposição inicial para contextualização da temática.
 
O debate era  conduzido por um(a) moderador(a), responsável por promover um ambiente de escuta respeitosa, participação equilibrada e aprofundamento das reflexões. Os(as) monitores(as) acompanhavam o chat, prestavam suporte técnico e registravam as interações, enquanto o(a) interlocutor(a) elaborava, em tempo real, um mapa mental contendo os principais conceitos, valores, fragilidades, potencialidades e propostas emergentes do diálogo. Ao final, esse mapa era apresentado aos participantes, seguido de uma síntese coletiva construída pelo moderador, encerrando cada oficina com uma reflexão compartilhada sobre os caminhos identificados para o enfrentamento das questões discutidas. Outro diferencial da ação consiste na transformação dos resultados produzidos em cada edição em livros de divulgação científica, elaborados em linguagem acessível e destinados à sociedade. 
As publicações sistematizam os diálogos, apresentam os mapas mentais construídos coletivamente e traduzem o conhecimento produzido durante as oficinas em materiais que favorecem a democratização do acesso à bioética, fortalecendo o compromisso extensionista da universidade com a formação cidadã, a participação social e a construção compartilhada de soluções para problemas contemporâneos.  As Oficinas realizadas foram:

No dia 27 de junho de 2026, foi realizada a oficina Grupo Focal – Mulheres Migrantes, dedicada ao tema “Recomeçar do zero: a trajetória educacional de mulheres migrantes qualificadas”. A atividade teve como objetivo compreender as experiências de mulheres migrantes que precisaram reiniciar seus estudos em outros países, evidenciando as dificuldades, as estratégias de adaptação e as possibilidades de inclusão no sistema educacional. A oficina foi coordenada pelas professoras Valquíria Elita Renk, Maria Luiza dos Santos Rodrigues, Rafaely da Silva Araujo, Liliane Mayumi Swiech, Siana do Carmo de Oliveira Franco Bueno e Julia Larré, contando com a participação da convidada Yaneth Corina Lara Garcia, mestranda do Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos. A mediação foi conduzida por Maria Luiza dos Santos Rodrigues, com Rafaely da Silva Araujo como monitora e Liliane Mayumi Swiech como interlocutora. Desenvolvida em formato virtual e fundamentada na metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, a oficina promoveu reflexões sobre as razões que dificultam o reconhecimento da formação acadêmica e dos diplomas de mulheres migrantes, bem como sobre as desigualdades estruturais que condicionam suas trajetórias educacionais e profissionais. O diálogo também permitiu identificar estratégias para favorecer a inclusão educacional, a valorização das competências previamente adquiridas e a construção de políticas e práticas mais equitativas para o acolhimento dessa população. A atividade culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais vulnerabilidades, potencialidades e propostas discutidas pelos participantes, evidenciando a contribuição da bioética e dos direitos humanos para a promoção da justiça educacional e da inclusão social.

No dia 26 de junho de 2026, foi realizada a oficina Bioética Clínica, dedicada ao tema “Cuidado e Confiança: Vivendo bem ao longo do processo de envelhecimento”. A atividade teve como objetivo mapear as percepções dos participantes sobre as vulnerabilidades e potencialidades relacionadas ao envelhecimento, promovendo uma reflexão bioética acerca da autonomia, do cuidado, da confiança e da qualidade de vida das pessoas idosas. A oficina foi coordenada por Carla Corradi Perini e Jociane Casellas, contando com a participação da médica geriatra Anelise Coelho da Fonseca como convidada, Jociane Casellas como moderadora, João Victor Kreusch Melo e Amanda Rafaela Gonçalves Rangel como monitores e Márcia Caetano da Costa como interlocutora. Fundamentada na metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, a oficina promoveu discussões sobre as vulnerabilidades e potencialidades presentes no processo de envelhecimento, abordando aspectos relacionados à autonomia, à confiança nas relações de cuidado, ao fortalecimento da participação social da pessoa idosa e ao papel da família, dos profissionais de saúde e da comunidade na promoção de um envelhecimento digno, seguro e saudável. As reflexões também evidenciaram estratégias para a construção de ambientes mais inclusivos e acolhedores, capazes de reconhecer o envelhecimento como uma etapa da vida marcada por desafios, mas também por possibilidades de desenvolvimento e protagonismo. A atividade culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais percepções, consensos e propostas construídas durante o diálogo.

No dia 30 de junho de 2026, foi realizada a oficina Violência de Gênero e Cuidado Integral: promovendo a dignidade humana em contextos de vulnerabilidade, dedicada ao tema “A dignidade humana diante da violência contra as mulheres: desafios para o cuidado integral”. A atividade teve como objetivo refletir sobre a violência de gênero como uma violação da dignidade humana, identificando contribuições da bioética, dos direitos humanos, da teologia e das práticas de cuidado para a prevenção da violência, o acolhimento das vítimas e a construção de uma cultura de respeito e promoção da vida. A oficina foi coordenada pelo Prof. Dr. Waldir Souza, contando com a participação das convidadas Profa. Dra. Andreia Serrato, Profa. Dra. Jaci Candiotto e Ivone Gebara, tendo Eva Gislane Barbosa como mediadora, Rafael Nishioka Mitzakoff como monitor e Mauro Eduardo Soares de Oliveira como interlocutor. Por meio da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre o significado da dignidade humana diante das múltiplas formas de violência contra as mulheres, discutindo como diferentes experiências revelam situações de vulnerabilidade e quais implicações essas vivências possuem para a construção de práticas de cuidado integral. O diálogo abordou os impactos físicos, psicológicos, sociais e espirituais da violência, o fortalecimento das redes de proteção social, jurídica e comunitária, o papel das comunidades de fé e das instituições no acolhimento das vítimas e as estratégias de prevenção e promoção da dignidade humana. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais reflexões, consensos e propostas produzidas durante o debate, evidenciando a importância da deliberação bioética para a construção de respostas éticas, integradas e socialmente comprometidas com o enfrentamento da violência de gênero.

No dia 29 de junho de 2026, foi realizada a oficina Bioética Ambiental, dedicada ao tema “Fome de Água”: a dimensão bioética do direito universal ao acesso à água potável: entrosamento entre a visão de moçambicanos e brasileiros. A atividade teve como objetivo mapear as percepções éticas de diferentes grupos acerca do conceito de “fome de água”, buscando compreender como a sociedade e acadêmicos de Moçambique e do Brasil interpretam essa terminologia no contexto da crise hídrica e de suas implicações para os direitos humanos e a justiça socioambiental. A oficina foi conduzida pelo moderador Trindade Filipe Chapare, com apoio dos monitores Thierry Lumertz e Sergio Rodrigues e da interlocutora Marta Luciane Fischer, responsável pela sistematização das contribuições em um mapa mental. A partir da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre os fatores que limitam o acesso à água potável e sua relação com o direito humano universal à água, discutindo como crenças, valores, experiências e conhecimentos influenciam a percepção das fragilidades e potencialidades relacionadas à crise hídrica. O debate também abordou o tratamento conferido à temática pela produção científica, a natureza das informações disponíveis, as estratégias capazes de ampliar o acesso equitativo à água potável e o potencial da bioética ambiental como instrumento para subsidiar processos deliberativos voltados à construção de soluções justas, participativas e consensuais para os desafios impostos pela crise hídrica. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais convergências, divergências e proposições emergentes do diálogo entre os participantes.


No dia 8 de julho de 2026, foi realizada a oficina Você sabe mesmo em quem está votando?, dedicada ao tema “O voto informado e a formação do eleitor em tempos de inteligência artificial”. A atividade teve como objetivo promover a compreensão crítica sobre o voto informado, explorando os critérios que orientam a avaliação de partidos, candidatos e das atribuições institucionais dos cargos eletivos, considerando os desafios contemporâneos relacionados à circulação de informações mediadas por algoritmos e inteligência artificial. A oficina foi conduzida pelo moderador Daniel Hortêncio de Medeiros, sob a coordenação dos professores Alberto Paulo Neto, Anor Sganzerla e Murilo Karasinski, contando ainda com a participação da interlocutora indicada pela professora Caroline Filla Rosaneli. Por meio da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre o significado do voto informado em uma democracia marcada pela intensa circulação de informações digitais, discutindo os critérios necessários para avaliar a confiabilidade das informações, a influência das redes sociais, dos algoritmos e da inteligência artificial na formação da opinião pública e a importância da compreensão das competências e limites institucionais dos diferentes cargos eletivos. O debate também evidenciou que o voto deve ser compreendido como uma escolha relacionada a projetos coletivos e não apenas a indivíduos, além de destacar a necessidade de avaliar a coerência e a viabilidade das propostas apresentadas pelos candidatos. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou os principais critérios para a formação de um eleitor crítico, consciente e comprometido com o fortalecimento da participação democrática.



No dia 3 de julho de 2026, Marta Luciane Fischer e Thierry Lummertz conduziram a atividade cultural “O percurso do Caminho do Diálogo: conectando vivências, esperanças e transformações”, apresentando aos participantes a trajetória de construção da ação extensionista desde sua criação até sua consolidação como metodologia de deliberação bioética. A apresentação foi iniciada por Marta Fischer, que compartilhou o processo de concepção do Caminho do Diálogo, contextualizando o surgimento da iniciativa em 2015 e demonstrando como, ao longo dos anos, as transformações sociais, educacionais e institucionais impulsionaram sucessivas adaptações metodológicas. A narrativa evidenciou que cada edição incorporou novas demandas e possibilidades, permitindo que a ação evoluísse continuamente sem perder seu propósito de promover a reflexão ética e a construção coletiva do conhecimento. Durante o percurso histórico, foi apresentada a origem do personagem Potter do Futuro, concebido em 2019 a partir da dissertação de mestrado de Thierry Lummertz, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Bioética da PUCPR. O trabalho teve como objetivo desenvolver e validar ferramentas de comunicação voltadas à aproximação da bioética com o público infantil. Foram compartilhadas as etapas de criação do personagem, seu processo de desenvolvimento conceitual, a elaboração de sua identidade e a validação realizada com estudantes de uma escola pública, que participaram de atividades ao longo de um semestre letivo. Os resultados obtidos contribuíram para a titulação de mestre de Thierry Lummertz e demonstraram o potencial do personagem como recurso educativo para o ensino da bioética. A apresentação também resgatou a primeira participação pública do Potter do Futuro, realizada no início de 2020, pouco antes da suspensão das atividades presenciais em decorrência das medidas de enfrentamento da pandemia de COVID-19. Nos anos seguintes, o personagem permaneceu ativo principalmente em ações virtuais voltadas ao público infantil, preservando sua função de mediador do diálogo e da educação bioética mesmo durante o período de distanciamento social. Os participantes conheceram ainda o processo de fortalecimento do personagem a partir de 2024, quando voltou a interagir com o público durante o Congresso Ibero-Americano de Bioética, estimulando reflexões sobre responsabilidade intergeracional e futuro. A consolidação dessa trajetória ocorreu em 2025, quando o Potter passou a dedicar suas ações prioritariamente às questões relacionadas à água e à sustentabilidade. Nesse período, participou das atividades do Dia Mundial da Água, integrou ações na Maloca da COP30, esteve presente em eventos sobre sustentabilidade, percorreu o Rio Belém, colaborou com o Clube da Água, dialogou com estudantes universitários sobre engajamento socioambiental e desenvolveu atividades educativas com crianças do ensino fundamental voltadas à conservação dos recursos hídricos. A atividade foi encerrada apresentando as ações desenvolvidas em 2026, quando o Potter do Futuro ampliou sua atuação em diferentes espaços de educação, pesquisa e extensão. Além de participar novamente das ações relacionadas à água, integrou os Grupos Focais do E-Caminhos do Diálogo, compartilhou sua própria trajetória de aproximação com a bioética durante o congresso e passou a protagonizar uma peça teatral infantil dedicada à promoção da ética ambiental e da cidadania. Ao revisitar toda essa trajetória, a atividade cultural evidenciou como o Caminho do Diálogo e o personagem Potter do Futuro constituem estratégias complementares de comunicação científica, educação bioética e extensão universitária, capazes de aproximar diferentes públicos de temas complexos por meio da linguagem lúdica, da participação e da deliberação coletiva.
 
 

Confiram a nossa participação no momento cultural do Ibero 

Apenas nos primeiros segundos a imagem está invertida, aguarde um pouquinho, tudo volta ao normal, foi apenas uma interferência por conta do estabelecimento do contato com o futuro.  

 

 

esses foram os slides 


 

Confiram as Publicações do Caminhos do Diálogo

Livros

FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z. O caminho do diálogo: proporcionando a vivência da bioética no ensino fundamental. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2017. Disponível em: https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Livro_O-Caminho-do-Dialogo[3674].pdf

FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z. O Caminho do Diálogo 2: promovendo a sinergia entre a Bioética, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e os Estudantes do Ensino Médio. Curitiba: Conselho Regional de Medicina do Paraná, 2019. Disponível em: https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/O-Caminho-do-Dialogo-2%5B4100%5D.pdf

FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z.; ROSANELI, C. F. O E-caminho do diálogo III: viabilizando a inclusão por meio da construção coletiva em espaços virtuais. Curitiba: Conselho Regional de Medicina do Paraná, 2022. Disponível em: https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/O-Caminho-do-Dialogo-3[6276].pdf

FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. O E-caminho do diálogo IV: espaços deliberativos na busca de uma nova cidadania, novas políticas públicas e saúde planetária. Ponta Grossa: Atena, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.343232906

FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. E-caminho do diálogo V: a deliberação coletiva em busca da humanização em saúde integral na era digital. Ponta Grossa: Atena, 2025. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22533/at.ed.121251102


Capítulos de livros

STRAMANTINO, J.; GANG, J.; FISCHER, M. L. Debate sobre o veganismo em espaços de deliberação virtual: uma análise bioética. In: ALMEIDA, J. C. A.; CABRAL, H. B.; RIBEIRO, P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Bioética em Debate: Saúde, Direito e Dignidade em Interfaces II. Campos dos Goytacazes: Encontrografia Editora, 2023. v. 2, p. 14-29. Disponível em: https://encontrografia.com/books/bioetica-em-debate-saude-direito-e-dignidade-em-interfaces-ii/ DOI: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5

CARVALHO, P. F. N. B.; FARIAS, M. K.; FISCHER, M. L. Perspectivas e desafios da proteção animal: o papel da bioética em espaços deliberativos remotos na mitigação de vulnerabilidades. In: ALMEIDA, J. C. A.; CABRAL, H. B.; RIBEIRO, P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Bioética em Debate: Saúde, Direito e Dignidade em Interfaces II. Campos dos Goytacazes: Encontrografia Editora, 2023. v. 2, p. 130-147. Disponível em: https://encontrografia.com/books/bioetica-em-debate-saude-direito-e-dignidade-em-interfaces-ii/DOI: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5

ALMEIDA, J.; NOCE, B. P. D.; FISCHER, M. L. História de uma intervenção bioética. In: ALMEIDA, J. C. A.; ALMEIDA, J. C.; FISCHER, M. L.; NOCE, B. P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Viver em harmonia: sobre o convívio de humanos e não-humanos nas universidades. Curitiba: CRV, 2024. p. 13-30. Disponível em: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5

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Artigos científicos

FISCHER, M. L.; CUNHA, T. R.; ROTH, M. E.; MARTINS, G. Z. Caminho do diálogo: uma experiência bioética no ensino fundamental. Revista Bioética, Brasília, v. 25, n. 1, p. 89–100, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422017251170

FISCHER, M. L.; CUNHA, T. R.; LUMMERTZ, T. B.; MARTINS, G. Z. Caminho do diálogo II: ampliando a experiência bioética para o ensino médio. Revista Bioética, Brasília, v. 28, n. 1, p. 47–57, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422020281366

FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z.; ROSANELI, C. F.; LUMMERTZ, T. B.; STRAMANTINO, J. E-caminho do diálogo: ambientes virtuais como espaço coletivo de construção ética. Revista Bioética, Brasília, v. 30, p. 258–271, 2022. Disponível em:https://doi.org/10.1590/1983-80422022302523PT

FISCHER, M. L.; STRAMANTINO, J.; LUMMERTZ, T. B.; ROSANELI, C. F. Crise hídrica: a culpa é de quem? A percepção das responsabilidades em espaço de deliberação virtual. Caminhos de Diálogo, Curitiba, v. 9, n. 15, p. 225–247, jul./dez. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.7213/cd.a9n15p225-247.

FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. A “fome de água” e sua dimensão ambiental, biológica e bioética. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, p. 336–356, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3402

FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F.; MARTINS, G. Z. O novo velho normal: o futuro da sociedade na perspectiva dos 60+: reflexos da pandemia de COVID-19 na inclusão social. Análise Social, Lisboa, v. 58, n. 246, p. 32–52, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.31447/AS00032573.2023246

CARVALHO, P. F. N. B.; FISCHER, M. L. Eutanásia ou cuidados paliativos?: critérios para deliberação na perspectiva de tutores, protetores e médicos-veterinários. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, n. 3, p. 241–284, jul./set. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3376.

ROSA, M. F.; ROSANELI, C. F.; SGANZERLA, A.; FISCHER, M. L. El encuentro con la perspectiva del otro: la compasión en la narrativa de profesionales de recepción para personas con discapacidad múltiple. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, número especial, p. 293–318, out./dez. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3400

CONCEIÇÃO, L. V.; FISCHER, M. L. Simulação clínica realística no ensino da bioética: superando wicked problem. Revista Chilena de Educación Médica, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.5354/2735-7279.2025.79891

RICCA, I. S.; FISCHER, M. L. Limitações e potencialidades na promoção do autocuidado na narrativa de médicos e estudantes de medicina. Cadernos de Pedagogia, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.54033/cadpedv22n8-188

QUEIROZ, G. T.; FISCHER, M. L. “Fome de água”: a dimensão bioética do direito universal ao acesso à água potável. Artigo submetido.

ADAMI, E.; FISCHER, M. L. Métodos alternativos no uso de animais com recursos didáticos: a inserção da reflexão bioética na formação veterinária. 2025. Disponível em:https://doi.org/10.56238/arev7n7-148

ALMEIDA, J.; FISCHER, M. L. Humanos e não-humanos no ambiente acadêmico: o direito de conviver em harmonia como pauta da bioética e educação ambiental. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 20, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.34024/revbea.2025.v20.20363

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Resumos publicados em anais de eventos

ROS, R.; ANJOS, L. S.; FISCHER, M. L. A representação científica do luto do animal de companhia. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 28.

ROS, R.; FISCHER, M. L. O luto da perda do animal de companhia: uma pauta da bioética. In: Congresso de Bioética e Bem-Estar Animal, 2023, Campos dos Goytacazes. Anais... Campos dos Goytacazes, 2023.

QUEIROZ, G. T.; FISCHER, M. L. As múltiplas representações da “fome de água”. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 52.

RICCA, I. S.; FISCHER, M. L. O autocuidado médico como pauta da agenda da bioética. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 139.

CONCEIÇÃO, L. V.; FISCHER, M. L. Simulação clínica realística como ferramenta de ensino-aprendizagem em bioética: uma abordagem para graduandos da área da saúde. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 176.

ROSA, M. F. M.; ROSANELI, C. F.; FISCHER, M. L. Análise preliminar da compaixão na narrativa de profissionais de acolhimento a pessoas com deficiências múltiplas. In: IV Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e X Congresso de Humanização e Bioética, 2022, on-line. Anais... 2022.

CARVALHO, P. F. N. B.; FISCHER, M. L. A concepção de médicos-veterinários, tutores e protetores sobre os cuidados paliativos e a eutanásia em animais de companhia. In: IV Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e X Congresso de Humanização e Bioética, 2022, Curitiba. Anais... Curitiba, 2022.


Dissertações, tese e estágios pós-doutorais

ROSA, Monica F. O encontro na perspectiva do outro: a compaixão na narrativa de profissionais de atendimento a pessoas com deficiências múltiplas. 2022. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2022.

RICCA, Isabella S. Limitações e potencialidades na promoção do autocuidado na narrativa de médicos e estudantes de medicina. 2024. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2024.

QUEIROZ, Gislaine T. “Fome de água”: a dimensão bioética da universalização do acesso à água potável. 2024. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2024.

CAMPOS, Ana Carolina de. Gestão participativa em conselhos ambientais: limitações e potencialidades. Doutorado em andamento. Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Início: 2024.

ALMEIDA, João. Humanos e não-humanos no ambiente acadêmico: o direito de conviver em harmonia como pauta da bioética e educação ambiental. Estágio de Pós-Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2024.

ADAMAI, Eliana. Métodos alternativos no uso de animais com recursos didáticos: a inserção da reflexão bioética na formação veterinária. Estágio de Pós-Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2025.