quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Bioética Ambiental em destaque no SEMIC e no SEMITI 2026: ciência, juventude e cidades biofílicas

 

O Grupo de Pesquisa em Bioética Ambiental participa do XXXIV Seminário de Iniciação Científica (SEMIC) e do XVI Seminário de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (SEMITI) da PUCPR, realizados de 26 a 29 de outubro de 2026, no Câmpus Curitiba. Com o tema “Tecnologia centrada no humano: ciência e ética na era da IA a serviço da sociedade” e a proposta “Tecnologia em movimento: sistemas inteligentes na criação de soluções inovadoras e éticas”, os eventos promovem o compartilhamento de pesquisas e o diálogo interdisciplinar. A participação do grupo reúne seis trabalhos dedicados ao engajamento social, à educação ambiental e às relações entre sociedade e natureza. Três pesquisas foram desenvolvidas por estudantes do ensino médio de escolas públicas: “Engajamento juvenil nos direitos dos rios”, de Nayara Lemasson Tortora; “Espaços biofílicos: o engajamento de jovens em ações de educação ambiental”, de Sara Martins do Prado; e “Engajamento juvenil na relação com a fauna urbana”, de Peter Bryan Stelmhstsk. É motivo de grande satisfação e honra contribuir para a introdução desses jovens na pesquisa científica, acompanhando sua curiosidade, autonomia e potencial para investigar problemas ambientais e propor caminhos para a transformação social. Na graduação, dois trabalhos vinculam-se às Ciências Biológicas e um à Psicologia. “Engajamento social em espaços biofílicos: conversando com o Rio”, de Emanuelle dos Santos Mota, investiga as percepções sociais sobre o Rio Belém e seu reconhecimento como sujeito de direitos. “Engajamento social em espaços biofílicos coletivos públicos e privados”, de Julio Rodrigues Tozo, analisa a participação cidadã e a educação ambiental em espaços verdes. Já “Aves e cidades: Bioética Ambiental e estratégias educativas para a convivência urbana”, de Kauan Carpes de Azevedo, investiga a percepção sobre a avifauna de Curitiba e apresenta uma cartilha educativa dedicada à conservação de cem espécies de aves. O conjunto evidencia o caráter interdisciplinar da Bioética Ambiental e seu potencial para mobilizar pesquisas sobre cidades biofílicas, promoção da biofilia e superação da biofobia. Ao investigar rios, espaços verdes e fauna urbana, os estudantes contribuem para compreender os fatores que favorecem a aproximação com a natureza e o engajamento socioambiental.A participação reafirma o compromisso do grupo com a formação científica desde a educação básica, a integração entre diferentes áreas do conhecimento e o desenvolvimento de estratégias educativas e sociais para fortalecer a convivência entre seres humanos e demais formas de vida. Investir nos jovens e em pesquisas comprometidas com a natureza é contribuir para cidades mais biofílicas e para um futuro factível para o nosso planeta.
TORTORA, Nayara Lemasson¹; LUMMERTZ, Thierry Betazzi L²; MOTTA, Raphael dos Santos²; FISCHER, Marta Luciane³

Colégio do(a) Estudante: Colégio Estadual Pilar Maturana
Supervisor(a):
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba


INTRODUÇÃO: A degradação dos recursos hídricos e a emergência dos direitos da natureza reforçam a necessidade de promover a Educação Ambiental como estratégia para estimular o protagonismo juvenil na proteção dos rios e na construção de uma consciência socioambiental crítica. OBJETIVOS: Avaliar o engajamento juvenil na compreensão e defesa dos direitos dos rios, a partir da Educação Ambiental como prática crítica, ética e transformadora. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa caracterizou-se como uma atividade educativa e de extensão, desenvolvida por meio de revisão bibliográfica sobre água, crise hídrica e Bioética Ambiental, encontros de orientação, ação de educação ambiental com estudantes do Colégio Estadual Olindamir Merlin Claudino, envolvendo caminhada e atividade de sensibilização no Rio Belém, além do mapeamento de conteúdos publicados nas plataformas YouTube, Facebook, TikTok e Instagram relacionados aos direitos dos rios e ao engajamento juvenil. Os conteúdos foram organizados em planilhas segundo plataforma, data, título e tipo de material para análise descritiva. RESULTADOS: A revisão evidenciou que, embora existam numerosos conteúdos sobre preservação da água e Educação Ambiental, são pouco frequentes as abordagens sobre os direitos dos rios como sujeitos de direito. Nas mídias digitais predominam vídeos curtos, reportagens e campanhas educativas, sendo o YouTube a plataforma com maior número de conteúdos analisados (30%), seguido do Instagram (24%), TikTok (20%) e Facebook (16%). A ação educativa favoreceu a compreensão da importância da água, da preservação dos rios e da adoção de atitudes cotidianas voltadas à conservação ambiental, além de despertar interesse pela aprendizagem em espaços universitários. Os participantes relacionaram a proteção dos rios à qualidade de vida humana e à conservação da biodiversidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A integração entre revisão da literatura, educação ambiental e análise das mídias digitais mostrou potencial para fortalecer o engajamento juvenil na defesa dos direitos dos rios, indicando que experiências práticas associadas à reflexão crítica e ao uso das tecnologias digitais constituem estratégias relevantes para ampliar a conscientização ambiental e a participação dos jovens na proteção dos recursos hídricos. PALAVRAS-CHAVE: Rios; Rio Belém; Engajamento juvenil; Educação ambiental. https://semic.pucpr.br/semic/projetos_2026/pajr250015/
 

 

ESPAÇOS BIOFÍLICOS: O ENGAJAMENTO DE JOVENS EM AÇÕES DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL

PRADO, Sara Martins do¹; SILVA, Alex Aparecido da²; FISCHER, Marta Luciane³

Colégio do(a) Estudante: Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva – EFM.  Supervisor(a): Suelen Santos Rego
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A Bioética, concebida por Potter como uma ponte entre as ciências biológicas e as ciências humanas, propõe uma abordagem interdisciplinar para enfrentar problemas éticos relacionados à vida, à saúde e à sustentabilidade. Entre seus desdobramentos destaca-se a biofilia, entendida como a afinidade humana com a natureza, cuja promoção em ambientes urbanos pode favorecer o desenvolvimento da educação ambiental e fortalecer o compromisso com a conservação da biodiversidade. OBJETIVOS: Investigar se os espaços urbanos biofílicos de uma instituição de ensino são utilizados para ações de educação ambiental e analisar o nível de engajamento de estudantes do ensino médio com atividades voltadas à conexão com a natureza. MATERIAIS E MÉTODO: Foi desenvolvido um estudo de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas com professores e estudantes do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva para avaliar percepções sobre educação ambiental, biofilia e utilização dos espaços verdes da instituição. Complementarmente, realizou-se uma busca em plataformas digitais para identificar iniciativas virtuais relacionadas à educação ambiental e à promoção da biofilia RESULTADOS: Foi desenvolvido um estudo de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas com professores e estudantes do Colégio Estadual Lucy Requião de Melo e Silva para avaliar percepções sobre educação ambiental, biofilia e utilização dos espaços verdes da instituição. Complementarmente, realizou-se uma busca em plataformas digitais para identificar iniciativas virtuais relacionadas à educação ambiental e à promoção da biofilia. Resultados: Os resultados indicaram que os espaços biofílicos existentes na instituição são pouco utilizados para atividades de educação ambiental. Também foi observada baixa oferta de ações educativas voltadas à aproximação dos estudantes com a natureza, tanto no ambiente escolar quanto em iniciativas virtuais. Os estudantes demonstraram reduzido interesse em participar de atividades relacionadas à temática ambiental, enquanto os professores manifestaram apoio à realização dessas ações, embora a maioria desconhecesse o conceito de biofilia. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A limitada utilização dos espaços biofílicos e a escassez de ações de educação ambiental contribuem para o baixo engajamento dos estudantes com a natureza. Os resultados evidenciam a necessidade de incorporar estratégias educativas que promovam experiências de contato com ambientes naturais, ampliem o conhecimento sobre a biofilia e fortaleçam a formação de valores voltados à conservação ambiental e à sustentabilidade.  PALAVRAS-CHAVE: Bioética ambiental; Biofilia; Educação Ambiental; Engajamento juvenil. https://semic.pucpr.br/semic/projetos_2026/pajr250017/


ENGAJAMENTO JUVENIL NA RELAÇÃO COM A FAUNA URBANA

STELMHSTSK, Peter Bryan¹; SILVA, Alex Aparecido da²; TOZO, Julio²; FISCHER, Marta Luciane³

Colégio do(a) Estudante: Colégio Estadual Olindamir Merlin Claudino
Supervisor(a): Odinei Alves Alexandre
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A biofilia, compreendida como a relação intrínseca entre seres humanos e a natureza, constitui um campo de investigação em expansão devido aos benefícios associados à saúde física e mental. No contexto urbano, as aves e os espaços arborizados representam importantes elementos de conexão entre a população e a biodiversidade, embora a urbanização e a ausência de planejamento sustentável comprometam essa interação. OBJETIVOS: Avaliar o engajamento da comunidade em relação às aves urbanas, identificando os meios de disseminação de informações sobre a fauna urbana e analisando a percepção de estudantes acerca dessa temática. MATERIAIS E MÉTODO: A pesquisa foi desenvolvida por meio de revisão bibliográfica, levantamento em mídias virtuais, execução do plano de trabalho e realização de uma imersão com estudantes de um colégio público, abordando os benefícios do contato com a natureza em ambientes educacionais. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram interesse dos estudantes por atividades relacionadas à preservação das aves urbanas e à sustentabilidade, embora as oportunidades oferecidas pelas escolas ainda sejam limitadas. Nas entrevistas 80% dos participantes manifestaram interesse em projetos sobre aves urbanas, com maior engajamento entre estudantes dos cursos de Meio Ambiente, Biotecnologia, Energias Sustentáveis e participantes de projetos de sustentabilidade. Os professores reconheceram a importância da inserção da fauna urbana nas práticas pedagógicas, destacando seu potencial para o desenvolvimento de conhecimentos científicos, da consciência ambiental e do bem-estar dos estudantes. Observou-se que os colégios desenvolvem ações voltadas à sustentabilidade, manejo de resíduos e educação ambiental, porém a conservação das aves urbanas ainda é abordada de forma indireta, sem projetos específicos sobre a temática. A presença de áreas arborizadas favorece a convivência com a avifauna, embora tenham sido registradas situações de conflito em uma das instituições. A atividade de educação ambiental realizada na PUCPR demonstrou elevada aceitação pelos participantes, que relataram melhor compreensão dos conteúdos de Bioética, sustentabilidade e conservação quando desenvolvidos em contato direto com a natureza. Também foram identificadas iniciativas externas, como projetos de ciência cidadã, ações de universidades e conteúdos produzidos por divulgadores científicos em plataformas digitais, ampliando as possibilidades de acesso à informação sobre aves urbanas. Os resultados indicam elevada predisposição dos estudantes para participar de ações de educação ambiental, contrastando com a limitada oferta de experiências sistemáticas voltadas à aproximação entre comunidade escolar e avifauna urbana. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados evidenciam que, apesar da predisposição positiva dos estudantes em relação à natureza, a ausência de infraestrutura do ambiente escolar e de ações sistemáticas de educação ambiental limita o fortalecimento da biofilia e da conexão entre a comunidade escolar e a fauna urbana.  PALAVRAS-CHAVE: Bioética ambiental; Biofilia; Fauna; Urbanização; Ensino médio; Engajamento juvenil.


ENGAJAMENTO SOCIAL EM ESPAÇOS BIOFILÍCOS: CONVERSANDO COM O RIO

MOTA, Emanuelle dos Santos¹; LUMMERTZ, Thierry Betazzi²; TORTORA, Nayara Lemasson²; FISCHER, Marta Luciane³

Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A crescente degradação dos recursos hídricos urbanos impulsiona debates sobre ética ambiental, direitos dos rios e engajamento social. No município de Curitiba, o Rio Belém exemplifica os impactos negativos da urbanização, apresentando elevados níveis de poluição e abandono. OBJETIVOS: Caracterizar a percepção e posicionamento de cidadãos quanto às limitações e potencialidades do Rio Belém ser considerado sujeito de direitos; realizar revisão integrativa de literatura; mapear a abordagem midiática do tema; e elaborar instrumento de avaliação do conhecimento e percepção da população MATERIAIS E MÉTODO: Pesquisa multimodal composta por revisão integrativa da literatura (Google Acadêmico, termo “Rio Belém”), análise de postagens no Instagram e aplicação de questionário online. Os dados foram organizados em planilhas e analisados conforme sua natureza RESULTADOS: A revisão integrativa mapeou 196 referências, com seleção de 60 válidas; predominância técnica (Tecnologia 13,3%; Engenharia Ambiental 10,1%) e baixa presença de perspectiva bioética (0,6%). O mapeamento midiático identificou 93 notícias categorizadas em temas como gestão pública (24%), vulnerabilidade social (20%) e revitalização (13%). No Instagram, 100 publicações foram categorizadas, sendo limpeza e gestão pública o tema mais frequente (23%). O questionário, com 299 respondentes, revelou sentimento predominante de tristeza e abandono, com forte consenso favorável ao reconhecimento do Rio Belém como sujeito de direitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A população, apesar do distanciamento afetivo, apoia amplamente a proteção legal do Rio Belém. A pesquisa contribui para o campo da bioética ambiental e indica caminhos para futuras ações educativas e políticas públicas.  PALAVRAS-CHAVE: Rio Belém; Direitos dos rios; Engajamento social; Bioética ambiental; Rios urbanos.  https://semic.pucpr.br/semic/projetos_2026/paic250114/

 
ENGAJAMENTO SOCIAL EM ESPAÇOS BIOFILÍCOS COLETIVOS PÚBLICO E PRIVADOS

TOZO, Julio Rodrigues¹; SILVA, Alex Aparecido da²; FISCHER, Marta Luciane³

Curso do(a) Estudante: Psicologia – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: O conceito de biofilia corresponde a tendência inata dos seres humanos de interagir com a natureza, servindo de base para as cidades biofílicas, que buscam a integração da natureza como prioridade em seu planejamento urbano, com a finalidade de desenvolver a aproximação com a biodiversidade por meio de espaços verdes e ações comunitárias para o engajamento social. A educação ambiental estabelece-se como estratégia para a participação cidadã nos espaços urbanos, por meio de políticas que mobilizam os usuários ao cuidado com a natureza e o pertencimento social. OBJETIVOS: caracterizar o panorama do conceito de cidades biofílicas na literatura científica e popular e o posicionamento de cidadãos sobre ações de educação ambiental em espaços públicos e privados MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizada revisão integrativa da literatura nas bases Google Acadêmico e Portal de Periódicos CAPES, um mapeamento dos programas de educação ambiental por meio de pesquisa em sites institucionais, relatórios e notícias oficiais, junto da aplicação de instrumento virtual para acessar a percepção social sobre educação ambiental. RESULTADOS: Existe convergência da literatura quanto a importância da participação cidadã para as cidades biofílicas, bem como, os benefícios da educação ambiental para desenvolver o engajamento social. O mapeamento identificou maior diversidade e continuidade de programas de educação ambiental em Curitiba quando comparada a Fazenda Rio Grande. Com o questionário, de 110 participantes, 98% declararam sentir-se beneficiados pelos espaços verdes e 96% afirmaram que esses ambientes favorecem a interação com a natureza. Entretanto, apenas 22% relataram participação em programas de educação ambiental e 19% afirmaram aplicar os conhecimentos adquiridos em seu cotidiano. As médias superiores a nove pontos nas questões relacionadas aos espaços verdes demonstraram elevada concordância quanto à importância da preservação ambiental, do planejamento urbano sustentável e da conservação da biodiversidade. CONSIDERAÇÕES FINAIS: As cidades biofílicas constituem importante estratégia para a participação cidadã no cuidado dos ambientes urbanos verdes e no desenvolvimento da consciência ambiental, favorecendo a aproximação entre população e natureza. Porém, há lacunas relacionadas à sistematização e à divulgação das iniciativas institucionais, bem como a participação da população nessas ações. Os resultados evidenciam a necessidade de fortalecer estratégias de comunicação social articulada com a educação ambiental, contribuindo para a consolidação de políticas públicas voltadas à promoção de cidades biofílicas.  PALAVRAS-CHAVE: Biofilia; Cidades biofílicas; Educação ambiental; Planejamento urbano; Engajamento social. 

AVES E CIDADES: BIOÉTICA AMBIENTAL E ESTRATÉGIAS EDUCATIVAS PARA A CONVIVÊNCIA URBANA

AZEVEDO, Kauan Carpes de¹; SCUISSIATO, Jean Carlos²; CHIARAMONTI, Cristiano²; FISCHER, Marta Luciane³

Curso do(a) Estudante: Ciências Biológicas – Bacharelado – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba
Curso do(a) Orientador(a): Ciências Biológicas – Escola de Medicina e Ciências da Vida – Câmpus Curitiba

INTRODUÇÃO: A presença de aves em ambientes urbanos favorece experiências de biofilia e contribui para a oferta de serviços ecossistêmicos, embora a percepção pública ainda seja permeada por desinformação, conflitos e lacunas sobre conservação. OBJETIVOS: O estudo teve como objetivo compreender a percepção da população de Curitiba sobre a avifauna urbana e desenvolver uma ferramenta educativa voltada à convivência ética entre humanos e aves. MATERIAIS E MÉTODO: Foi realizado um levantamento quantitativo por meio de questionário aplicado presencialmente e on-line, contemplando diferentes perfis de moradores e bairros com distintos níveis de arborização. Os dados foram analisados, sendo posteriormente utilizados para subsidiar a elaboração de uma cartilha informativa sobre aves urbanas de Curitiba. RESULTADOS: A população demonstrou elevada valorização estética, emocional e ecológica das aves, reconhecendo benefícios relacionados ao bem-estar, ao controle biológico e à qualidade ambiental. Em contrapartida, observou-se baixa participação em ações de educação ambiental e lacunas de conhecimento sobre conservação, especialmente em relação aos impactos de gatos domésticos. As análises evidenciaram associação entre tipo de moradia e hábitos de observação das aves, bem como entre formação em Ciências Biológicas/Veterinária e maior conhecimento sobre impactos ecológicos dos felinos. Como produto tecnológico, foi elaborada uma cartilha contendo informações sobre 100 espécies de aves urbanas e orientações para sua conservação. CONSIDERAÇÕES FINAIS: A população apresenta predisposição favorável à conservação da avifauna, porém carece de informações qualificadas para transformar atitudes positivas em práticas de convivência responsável. A cartilha constitui uma estratégia de educação ambiental capaz de ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade urbana e fortalecer relações mais éticas e sustentáveis entre sociedade e aves. PALAVRAS-CHAVE: Biofilia; Avifauna; Cidades sustentáveis; Engajamento social; Ferramenta de comunicação. https://semiti.pucpr.br/semiti/projetos_2026/pait250024/

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Clonagem de cachorro para um tempo mais duradouro com sua família

 

Clonagem de cachorro para um tempo mais 

duradouro com sua família 

 

Por Carlos Daniel, Gabriela Rebutini, Gabriele Antunes, José Arthur, Nicolas Feltrin, Rodrigo Feitosa 

formandos em Ciências biológicas


 

A empresa ViaGen é responsável pela clonagem de animais de estimação (geralmente cães e gatos) para famílias as quais perderam (ou estão para perder) o animal original. Ganha atenção pelo caso de Kelly Anderson, que ao perder seu gato Chai em 2017, entra em contato com a empresa ViaGen para então depois de 4 anos, receber Belle, uma gata “cópia” de Chai. Kelly recebeu muitas críticas nas redes sociais a respeito da “nova” gata, por querer criar um ser em laboratório para pertence próprio, e “desincentivar” a adoção de um animal necessitado, a justificativa dada por Kelly foi que não teria como substituir o valor da gata anterior com um novo adotado. Essas críticas podem ser vistas como uma banalização do sentimento de considerar o animal de estimação como um membro da família, ainda mais em situações de luto em que os donos estão muito mais vulneráveis sentimentalmente. Um entre outros casos conhecido sobre a mesma empresa, foi com o ex-jogador Tom Brady que mandou clonar sua cadela Lua antes mesmo de sua morte em 2023, chegando posteriormente à família, Junie.   Na figura ao lado tem-se o modelo ilustrando o processo de clonagem de animais publicado na Revista Veja. Além das críticas citadas anteriormente, outras que podem ser feitas a respeito da clonagem de animais nesse contexto são: a perda da unicidade e o valor do ser quando criado um “novo indivíduo” idêntico; a falta de consentimento do clone ser criado como cópia a outro indivíduo; incluindo o critério anterior, a instrumentalização/objetificação do clone como um produto/substituto para quem o criou/quem mandou ser criado; e outro fator visa não o indivíduo clonado, mas uso de indivíduos os quais serão utilizados de barriga de aluguel para formar o clone. Tal privatização da liberdade do animal pode ser considerado maltrato e no contexto de pesquisa como abuso, ferindo a Lei nº 9.605/1998 (Art. 32). 

Tal tecnologia realizada pela empresa acarreta diferentes opiniões, onde parte das pessoas acreditam que a clonagem desses animais nesses contextos é considerada antiética, enquanto outras pessoas veem como uma possibilidade para “longevidade” com um membro da família, podendo isso a distorcer a visão que algumas pessoas têm sobre outros seres, a entenderem como “objetos” (ou algo a ser substituído). 

Os custos para o cliente ao entrar em contato com a empresa para adquirir uma cópia de seu gato/cachorro e cavalo são de aproximadamente US$50.000 (equivalendo a R$249.660) e US$85.000 (equivalendo a R$424.422) respectivamente. Os locais onde a ViaGen atua são em alguns estados dos Estados Unidos, em um estado do sul da Espanha e na Coreia do Sul, curiosamente os estados em que a empresa está presente nos EUA, são estados onde as leis a respeito de animais são mais flexíveis e “abertas” para experimentos, como exemplo os da ViaGen. A tecnologia usada pela ViaGen, favorece os estudos da empresa Colossal (a qual comprou a ViaGen), que tem atualmente estudos a respeito de reviver animais considerados extintos para período contemporâneo. Tais estudos também recebem críticas e opiniões diversas de diferentes pessoas, principalmente na questão de: se é correto trazer de volta seres que já tiveram seu tempo de vivência na Terra; e quais os riscos de futuramente usar essa tecnologia em humanos.  

 

O presente ensaio foi desenvolvido para a matéria de Biologia e Evolução do Comportamento Animal do curso de Ciências Biológicas 8º período, tendo como base as fontes:


 


 

 

 

 

 

https://www.businessinsider.com/kelly-anderson-does-not-regret-cat-cloning-videos-2022-4 

 

A única inteligência artificial utilizada foi o Gemini do Google para facilitar a pesquisa.