O debate era conduzido por um(a) moderador(a), responsável por promover um ambiente de escuta respeitosa, participação equilibrada e aprofundamento das reflexões.
Os(as) monitores(as) acompanhavam o chat, prestavam suporte técnico e registravam as interações, enquanto o(a) interlocutor(a) elaborava, em tempo real, um mapa mental contendo os principais conceitos, valores, fragilidades, potencialidades e propostas emergentes do diálogo. Ao final, esse mapa era apresentado aos participantes, seguido de uma síntese coletiva construída pelo moderador, encerrando cada oficina com uma reflexão compartilhada sobre os caminhos identificados para o enfrentamento das questões discutidas. Outro diferencial da ação consiste na transformação dos resultados produzidos em cada edição em livros de divulgação científica, elaborados em linguagem acessível e destinados à sociedade. As publicações sistematizam os diálogos, apresentam os mapas mentais construídos coletivamente e traduzem o conhecimento produzido durante as oficinas em materiais que favorecem a democratização do acesso à bioética, fortalecendo o compromisso extensionista da universidade com a formação cidadã, a participação social e a construção compartilhada de soluções para problemas contemporâneos. As Oficinas realizadas foram:
No dia 30 de junho de 2026, foi realizada a oficina Violência de Gênero e Cuidado Integral: promovendo a dignidade humana em contextos de vulnerabilidade, dedicada ao tema “A dignidade humana diante da violência contra as mulheres: desafios para o cuidado integral”. A atividade teve como objetivo refletir sobre a violência de gênero como uma violação da dignidade humana, identificando contribuições da bioética, dos direitos humanos, da teologia e das práticas de cuidado para a prevenção da violência, o acolhimento das vítimas e a construção de uma cultura de respeito e promoção da vida. A oficina foi coordenada pelo Prof. Dr. Waldir Souza, contando com a participação das convidadas Profa. Dra. Andreia Serrato, Profa. Dra. Jaci Candiotto e Ivone Gebara, tendo Eva Gislane Barbosa como mediadora, Rafael Nishioka Mitzakoff como monitor e Mauro Eduardo Soares de Oliveira como interlocutor. Por meio da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre o significado da dignidade humana diante das múltiplas formas de violência contra as mulheres, discutindo como diferentes experiências revelam situações de vulnerabilidade e quais implicações essas vivências possuem para a construção de práticas de cuidado integral. O diálogo abordou os impactos físicos, psicológicos, sociais e espirituais da violência, o fortalecimento das redes de proteção social, jurídica e comunitária, o papel das comunidades de fé e das instituições no acolhimento das vítimas e as estratégias de prevenção e promoção da dignidade humana. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais reflexões, consensos e propostas produzidas durante o debate, evidenciando a importância da deliberação bioética para a construção de respostas éticas, integradas e socialmente comprometidas com o enfrentamento da violência de gênero.
No dia 29 de junho de 2026, foi realizada a oficina Bioética Ambiental, dedicada ao tema “Fome de Água”: a dimensão bioética do direito universal ao acesso à água potável: entrosamento entre a visão de moçambicanos e brasileiros. A atividade teve como objetivo mapear as percepções éticas de diferentes grupos acerca do conceito de “fome de água”, buscando compreender como a sociedade e acadêmicos de Moçambique e do Brasil interpretam essa terminologia no contexto da crise hídrica e de suas implicações para os direitos humanos e a justiça socioambiental. A oficina foi conduzida pelo moderador Trindade Filipe Chapare, com apoio dos monitores Thierry Lumertz e Sergio Rodrigues e da interlocutora Marta Luciane Fischer, responsável pela sistematização das contribuições em um mapa mental. A partir da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre os fatores que limitam o acesso à água potável e sua relação com o direito humano universal à água, discutindo como crenças, valores, experiências e conhecimentos influenciam a percepção das fragilidades e potencialidades relacionadas à crise hídrica. O debate também abordou o tratamento conferido à temática pela produção científica, a natureza das informações disponíveis, as estratégias capazes de ampliar o acesso equitativo à água potável e o potencial da bioética ambiental como instrumento para subsidiar processos deliberativos voltados à construção de soluções justas, participativas e consensuais para os desafios impostos pela crise hídrica. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou as principais convergências, divergências e proposições emergentes do diálogo entre os participantes.
No dia 8 de julho de 2026, foi realizada a oficina Você sabe mesmo em quem está votando?, dedicada ao tema “O voto informado e a formação do eleitor em tempos de inteligência artificial”. A atividade teve como objetivo promover a compreensão crítica sobre o voto informado, explorando os critérios que orientam a avaliação de partidos, candidatos e das atribuições institucionais dos cargos eletivos, considerando os desafios contemporâneos relacionados à circulação de informações mediadas por algoritmos e inteligência artificial. A oficina foi conduzida pelo moderador Daniel Hortêncio de Medeiros, sob a coordenação dos professores Alberto Paulo Neto, Anor Sganzerla e Murilo Karasinski, contando ainda com a participação da interlocutora indicada pela professora Caroline Filla Rosaneli. Por meio da metodologia deliberativa do E-Caminhos do Diálogo, os participantes refletiram sobre o significado do voto informado em uma democracia marcada pela intensa circulação de informações digitais, discutindo os critérios necessários para avaliar a confiabilidade das informações, a influência das redes sociais, dos algoritmos e da inteligência artificial na formação da opinião pública e a importância da compreensão das competências e limites institucionais dos diferentes cargos eletivos. O debate também evidenciou que o voto deve ser compreendido como uma escolha relacionada a projetos coletivos e não apenas a indivíduos, além de destacar a necessidade de avaliar a coerência e a viabilidade das propostas apresentadas pelos candidatos. A oficina culminou na elaboração coletiva de um mapa mental que sintetizou os principais critérios para a formação de um eleitor crítico, consciente e comprometido com o fortalecimento da participação democrática.
Confira as Publicações do Caminhos do Diálogo
Livros
FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z. O caminho do diálogo: proporcionando a vivência da bioética no ensino fundamental. Brasília: Conselho Federal de Medicina, 2017. Disponível em: https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/Livro_OCaminho-do-Dialogo[3674].pdf
FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z. O Caminho do Diálogo 2: promovendo a sinergia entre a Bioética, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável e os Estudantes do Ensino Médio. Curitiba: Conselho Regional de Medicina do Paraná, 2019. Disponível em: https://www.crmpr.org.br/uploadAddress/O-Caminhodo-Dialogo-2[4204].pdf
FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z.; ROSANELI, C. F. O E-caminho do diálogo: viabilizando a inclusão por meio da construção coletiva em espaços virtuais. Curitiba: Conselho Regional de Medicina do Paraná, 2022. Disponível em: https://app.isend.com.br/iSend/external/magazine?encrypt=A163C2F19759E83ADECDC2E3296BDC7DB4B702F60FB46DC33230D0A62031184D
FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. O E-caminho do diálogo IV: espaços deliberativos na busca de uma nova cidadania, novas políticas públicas e saúde planetária. Ponta Grossa: Atena, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.22533/at.ed.343232906
FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. E-caminho do diálogo V: a deliberação coletiva em busca da humanização em saúde integral na era digital. Ponta Grossa: Atena, 2025. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22533/at.ed.121251102
Capítulos de livros
STRAMANTINO, J.; GANG, J.; FISCHER, M. L. Debate sobre o veganismo em espaços de deliberação virtual: uma análise bioética. In: ALMEIDA, J. C. A.; CABRAL, H. B.; RIBEIRO, P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Bioética em Debate: Saúde, Direito e Dignidade em Interfaces II. Campos dos Goytacazes: Encontrografia Editora, 2023. v. 2, p. 14-29. Disponível em: https://encontrografia.com/books/bioetica-em-debate-saude-direito-e-dignidade-em-interfaces-ii/. DOI: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5
CARVALHO, P. F. N. B.; FARIAS, M. K.; FISCHER, M. L. Perspectivas e desafios da proteção animal: o papel da bioética em espaços deliberativos remotos na mitigação de vulnerabilidades. In: ALMEIDA, J. C. A.; CABRAL, H. B.; RIBEIRO, P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Bioética em Debate: Saúde, Direito e Dignidade em Interfaces II. Campos dos Goytacazes: Encontrografia Editora, 2023. v. 2, p. 130-147. Disponível em: https://encontrografia.com/books/bioetica-em-debate-saude-direito-e-dignidade-em-interfaces-ii/. DOI: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5
ALMEIDA, J.; NOCE, B. P. D.; FISCHER, M. L. História de uma intervenção bioética. In: ALMEIDA, J. C. A.; ALMEIDA, J. C.; FISCHER, M. L.; NOCE, B. P. D.; MOREIRA, R. V. (org.). Viver em harmonia: sobre o convívio de humanos e não-humanos nas universidades. Curitiba: CRV, 2024. p. 13-30. Disponível em: http://dx.doi.org/10.24824/978652516082.5
Artigos científicos
FISCHER, M. L.; CUNHA, T. R.; ROTH, M. E.; MARTINS, G. Z. Caminho do diálogo: uma experiência bioética no ensino fundamental. Revista Bioética, Brasília, v. 25, n. 1, p. 89–100, 2017. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422017251170
FISCHER, M. L.; CUNHA, T. R.; LUMMERTZ, T. B.; MARTINS, G. Z. Caminho do diálogo II: ampliando a experiência bioética para o ensino médio. Revista Bioética, Brasília, v. 28, n. 1, p. 47–57, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422020281366
FISCHER, M. L.; MARTINS, G. Z.; ROSANELI, C. F.; LUMMERTZ, T. B.; STRAMANTINO, J. E-caminho do diálogo: ambientes virtuais como espaço coletivo de construção ética. Revista Bioética, Brasília, v. 30, p. 258–271, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1983-80422022302523
FISCHER, M. L.; STRAMANTINO, J.; LUMMERTZ, T. B.; ROSANELI, C. F. Crise hídrica: a culpa é de quem? A percepção das responsabilidades em espaço de deliberação virtual. Caminhos de Diálogo, Curitiba, v. 9, n. 15, p. 225–247, jul./dez. 2021. Disponível em: https://doi.org/10.7213/cd.a9n15p225-247
FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F. A “fome de água” e sua dimensão ambiental, biológica e bioética. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, p. 336–356, 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3402
FISCHER, M. L.; ROSANELI, C. F.; MARTINS, G. Z. O novo velho normal: o futuro da sociedade na perspectiva dos 60+: reflexos da pandemia de COVID-19 na inclusão social. Análise Social, Lisboa, v. 58, n. 246, p. 32–52, 2023. Disponível em: https://doi.org/10.31447/AS00032573.2023246
CARVALHO, P. F. N. B.; FISCHER, M. L. Eutanásia ou cuidados paliativos?: critérios para deliberação na perspectiva de tutores, protetores e médicos-veterinários. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, n. 3, p. 241–284, jul./set. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3376
ROSA, M. F.; ROSANELI, C. F.; SGANZERLA, A.; FISCHER, M. L. El encuentro con la perspectiva del otro: la compasión en la narrativa de profesionales de recepción para personas con discapacidad múltiple. Revista Inclusiones – Revista de Humanidades y Ciencias Sociales, Santiago, v. 9, número especial, p. 293–318, out./dez. 2022. Disponível em: https://doi.org/10.58210/fprc3400
CONCEIÇÃO, L. V.; FISCHER, M. L. Simulação clínica realística no ensino da bioética: superando wicked problem. Revista Chilena de Educación Médica, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.5354/2735-7279.2025.79891
RICCA, I. S.; FISCHER, M. L. Limitações e potencialidades na promoção do autocuidado na narrativa de médicos e estudantes de medicina. Cadernos de Pedagogia, 2024. Disponível em: https://doi.org/10.54033/cadpedv22n8-188
QUEIROZ, G. T.; FISCHER, M. L. “Fome de água”: a dimensão bioética do direito universal ao acesso à água potável. Artigo submetido.
ADAMI, E.; FISCHER, M. L. Métodos alternativos no uso de animais com recursos didáticos: a inserção da reflexão bioética na formação veterinária. 2025. Disponível em: https://doi.org/10.56238/arev7n7-148
ALMEIDA, J.; FISCHER, M. L. Humanos e não-humanos no ambiente acadêmico: o direito de conviver em harmonia como pauta da bioética e educação ambiental. Revista Brasileira de Educação Ambiental, v. 20, 2025. Disponível em: https://doi.org/10.34024/revbea.2025.v20.20363
Resumos publicados em anais de eventos
ROS, R.; ANJOS, L. S.; FISCHER, M. L. A representação científica do luto do animal de companhia. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 28.
ROS, R.; FISCHER, M. L. O luto da perda do animal de companhia: uma pauta da bioética. In: Congresso de Bioética e Bem-Estar Animal, 2023, Campos dos Goytacazes. Anais... Campos dos Goytacazes, 2023.
QUEIROZ, G. T.; FISCHER, M. L. As múltiplas representações da “fome de água”. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 52.
RICCA, I. S.; FISCHER, M. L. O autocuidado médico como pauta da agenda da bioética. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 139.
CONCEIÇÃO, L. V.; FISCHER, M. L. Simulação clínica realística como ferramenta de ensino-aprendizagem em bioética: uma abordagem para graduandos da área da saúde. In: V Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e XI Congresso de Humanização e Bioética, 2024, Curitiba. Anais... Curitiba, 2024. p. 176.
ROSA, M. F. M.; ROSANELI, C. F.; FISCHER, M. L. Análise preliminar da compaixão na narrativa de profissionais de acolhimento a pessoas com deficiências múltiplas. In: IV Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e X Congresso de Humanização e Bioética, 2022, on-line. Anais... 2022.
CARVALHO, P. F. N. B.; FISCHER, M. L. A concepção de médicos-veterinários, tutores e protetores sobre os cuidados paliativos e a eutanásia em animais de companhia. In: IV Congresso Internacional Ibero-Americano de Bioética e X Congresso de Humanização e Bioética, 2022, Curitiba. Anais... Curitiba, 2022.
Dissertações, tese em desenvolvimento e estágios pós-doutorais
ROSA, Monica F. O encontro na perspectiva do outro: a compaixão na narrativa de profissionais de atendimento a pessoas com deficiências múltiplas. 2022. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2022.
RICCA, Isabella S. Limitações e potencialidades na promoção do autocuidado na narrativa de médicos e estudantes de medicina. 2024. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2024.
QUEIROZ, Gislaine T. “Fome de água”: a dimensão bioética da universalização do acesso à água potável. 2024. Dissertação (Mestrado em Bioética) – Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, Curitiba, 2024.
CAMPOS, Ana Carolina de. Gestão participativa em conselhos ambientais: limitações e potencialidades. Doutorado em andamento. Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná. Início: 2024.
ALMEIDA, João. Humanos e não-humanos no ambiente acadêmico: o direito de conviver em harmonia como pauta da bioética e educação ambiental. Estágio de Pós-Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2024.
ADAMAI, Eliana. Métodos alternativos no uso de animais com recursos didáticos: a inserção da reflexão bioética na formação veterinária. Estágio de Pós-Doutorado, Programa de Pós-Graduação em Bioética, Pontifícia Universidade Católica do Paraná, 2025.





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