sábado, 30 de maio de 2026

Aranha -Marrom... e lá se vão 30 anos! o Dia do Lançamento!

 

Agradeço imensamente a presença de quem pode ir me dar um abraço, mas também a todos aqueles que não puderam estar presentes, mas que comemoraram comigo essa jornada iniciada há mais de 30 anos. O tempo contribuiu para a pluralidade de atores se que se entrelaçam e que contribuíram direta ou indiretamente para os achados científicos que permitiram escrever a biografia da aranha-marrom, mas também aquelas que contribuíram direta ou indiretamente para escrever a biografia da Marta Fischer que também protagoniza essa obra. Seria impossível nominar cada uma dessas pessoas que me deram suporte emocional, estrutural e intelectual para hoje ver um sonho de uma estudante de biologia se concretizar. Procurei imagens que representasse esses encontros que foram projetadas na intenção de materializar um longo abraço de gratidão. Escolhi para representar meu agradecimento individual a cada um de vocês, minha família formada pelos meus pais, irmã, sobrinhos e pelo Nando que participaram ativamente em todas as etapas desta jornada, e meus pais além possibilitarem a vida biológica e social, se envolveram diretamente nas pesquisas me dando suporte. Inclusive a foto na capa desse livro, foi um dos primeiros registros do meu pai nas pesquisas de campo de mestrado.

 



Em um primeiro momento a intenção dessa obra foi congregar as dezenas de investigações científicas, intervenções sociais e formação de gerações de pesquisadores. Entrelaçar os conhecimentos alcançados até então, entre eles e com a literatura científica, bem como resgatar análises e dados inéditos que devido às demandas do ‘universo acadêmico’ acabaram ‘engavetados’. Dados que espero que sejam incorporados em novas hipóteses, interpretações e propostas a fim de diminuírem e mitigarem vulnerabilidades. Que sejam apropriados olhares inovadores, para que possam somar na compressão de um fenômeno peculiar de Curitiba, mas plausível de ser acometido em qualquer localidade e com qualquer outra espécie, até então desconhecida. Espera-se que a ocorrência de milhares de acidentes todos os anos não sejam mais toleráveis, uma vez que além de fragilizarem a saúde, interrompem atividades laborais e sociais, comprometem as emoções a ponto de interferir na relação com a natureza. Essa obra também tem a intenção mostrar a jornada científica, como a pesquisa surge, como o caminho é construído, como as hipóteses testadas geram mais perguntas, como a network fortalece e incorpora o conhecimento. O livro mostra a trajetória que começou na graduação em Biologia da PUCPR e interligou muitas instituições como o MHNCI, o Instituo Butantan, a UFPR, o CPPI, SMMC e a aracnologia brasileira, com meus eternos e mais amorosos agradecimentos ao meu padrinho na aracnologia e na etologia dr. Cesar Ades. 
A obra também traz uma relação com nossa cidade, que me enche de orgulho. Há 30 anos os curitibanos se deparavam com novo perigo no local que deveria trazer conforto e segurança, suas casas! A aranha-marrom predominou durante muito tempo nas pautas jornalísticas, que permearam uma geração de curitibanos que cresceu em um mundo em que a aranha-marrom sempre fez parte. O que mudou nessas três décadas? Por que todo conhecimento acumulado não foi o suficiente para acabar com os acidentes? A sociedade está mais empoderada para o enfrentamento do risco ou as pessoas que se formaram nesse cenário são mais temerosas? Trinta anos depois, a aranha-marrom se incorporou na paisagem da cidade? Entrando na Teia - O ponto de partida da trilha é a PUCPR - Curso de Ciências Biológicas - 1990, meu espaço de existência de toda uma vida. A minha conexão com as aranhas, se deu no 1º ano quando o prof. Estefano Jablonski pediu para escolher, diante de todos os animais presentes no Museu de Zoologia, qual deles eu gostaria de trabalhar no meu estágio ele me conduziu ao autoaprendizado na sistemática e a conexão com o meu 1º orientador Júlio Cesar de Moura-Leite (MHNCI) e meu padrinho Emanuel Marques-da-Silva da Secretaria do Estado da Saúde do Paraná (SESA-PR) que me inseriu na questão da aranha marrom em 1992 quando foi detectada uma anormalidade no registro de acidentes e na constatação de uma infestação jamais registrada. Foi instaurada oficialmente uma comissão para estudar o loxoscelismo em 1993 que buscava entender se a resposta do “Por que Curitiba?” estava na alteração do ambiente com desmatamento e eliminação de um provável predador natural; no Cinturão verde da cidade; Tipo de iluminação pública; Característica das construções (porão, tijolo sem reboco); Hábitos e costumes da população e, então, estabelece-se diferentes frentes de enfrentamento voltadas nas medidas preventivas, profiláticas, controle e obviamente pesquisa básica.
Passo 1: A identificação espécies de aranha-marrom presentes na cidade foi a primeira lacuna que precisou ser preenchida, apoiada pelo meu pai, que ficou me esperando no carro enquanto eu estagiava com a Dra. Sylvia Lucas no Instituto Butantan, em São Paulo. Minha primeira pesquisa foi atrelada ao meu TCC com a orientação do Júlio com o levantamento das espécies do gênero Loxosceles presentes em Curitiba. Esse foi mais um momento em que pude contar com uma rede de apoio de colegas que me traziam aranhas de toda Curitiba para que eu pudesse mapear a distribuição das espécies, dos quais muitos estão aqui e agradeço publicamente e especialmente aos meus professores Carlos e Silvia Gomes. O capítulo que abre a obra é um panorama da sistemática do gênero e embora o percurso literário tenha permitido agregar o conhecimento sobre inúmeras espécies presentes em diferentes partes do mundo, a personagem principal é a espécie L. intermedia.
Caracterizada por uma coloração de marrom em tons avermelhados, é tradicionalmente descrita como possuindo um abdome que lembra uma azeitona. Mello-Leitão foi muito feliz quando denominou a espécie de intermedia, pois em vários aspectos se apresenta com características morfológicas, biológicas e comportamentais intermediárias entre as demais espécies do gênero. A origem da espécie continua a ser um mistério, embora tenha uma distribuição limitada ao sul da América do Sul, especialmente Argentina, no Brasil foram registradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e alguns outros estados do sudeste. Até então se apostava na sua endemia, contudo a fala de registros da ocorrência em ambientes naturais, dificultam a reconstituição do seu percurso até a colonização das casas. A espécie não apresenta nenhuma característica especial que a distingue substancialmente de outras espécies, sendo inclusive menor e com uma toxina menos potente, se demonstra mais sensível para alguns fatores ambientais. Então, o que empodera a L. intermedia a ponto de se sobrepor em 90% a ocorrência de L. laeta em Curitiba, e estar presente em mais de 80% das edificações inspecionadas, foi o questionamento que motivou os mais de 30 anos de pesquisas conduzidas por mim, em parceria com muitos pesquisadores com expertises em diferentes áreas e com muitos estudantes que desenvolveram suas competências em pesquisa científica. Passo 2: Quem é L. intermedia? Após o mapeamento das espécies em Curitiba com a constatação do predomínio de L. intermedia, o segundo passo foi aprofundar o conhecimento a respeito de uma espécie praticamente desconhecida pela ciência. A entrada no programa de mestrado de Zoologia da UFPR em 1994 foi o segundo desafio, com o apoio da Dra. Setuko Masunari e do prof. Luís Amilton Forster. Ressalvo que toda essa caminhada não seria possível sem o apoio do meu orientador João Vasconcellos-Neto, que abriu as portas do departamento de zoologia da UNICAMP e ao Laboratório Interdisciplinar de Pesquisa em Animais Peçonhentos (Lilape), instalado na UFPR, que sob a coordenação do prof. Oldemir Mangili. Além disso tudo, nesta época fundei
com a Paula Batista dos Santos o Instituto de Pesquisa de Guaraqueçaba (IPG) e ingressei na Faculdade de Artes do Paraná (FAP), foi um período intenso de conexão com outras perspectivas de vida e de possibilidades para ampliar minha visão para além dos muros técnicos da academia e poder ilustrar o livro.Durante meu mestrado desenvolvi cinco pesquisas sendo que os aspectos da biologia básica como comportamento copulatório, reprodução, crescimento e longevidade compõe o capítulo 3 e a descrição de aspectos ecológicos básicos como flutuação populacional do longo do ano, alimentação, competidores e predadores compõe o capítulo 4. A parte experimental foi realizada na UFPR e a de campo em eucaliptos presentes no SMCC (meu agradecimento ao prof. João Carlos Jaszerski que abriu as portas do SMCC) seu Francisco Fischer me acompanhava em visitas semanas ajudando a carregar e segurar uma escada de 7 metros, a marcar e registrar as aranhas. No ambiente antrópico foi acompanhada uma população presente em entulhos presentes na casa da bióloga Iris Trochimczuk, cuja família gentilmente, deixou de fazer o manejo e não eliminou as aranhas por um ano. Passo 3: Por que L. intermedia? Ambiente ou aranha? Os resultados obtidos no mestrado foram estruturados em experimentos e teste de hipóteses que resultaram na tese de doutorado iniciada em 1997 na zoo da UFPR.
Agora munida de informações sobre morfologia, biologia e ecologia de L. intermedia, meu desafio era entender o que havia em Curitiba que fazia com que L. intermedia obtivesse tanto sucesso, enquanto L. laeta, a única espécie com quem compartilha a cidade, mantinha as proporções registradas em outras localidades. Com a mesma equipe de orientadores e com a ideia de aprofundar na experimentação ecológica montei um percurso de oito pesquisas, sendo algumas delas publicadas de forma inédita nessa obra, envolvendo a caracterização dos nichos, a seleção, colonização e distribuição, temperatura letal e o comportamento agonístico e de captura de presas. A parceria com a SESA-PR foi essencial, especialmente com a bióloga Giselia Rubio e Dra. Marlene Entres. A perspectiva ambiental se deu por meio do desenvolvimento de um protocolo de diagnóstico desenvolvido para caracterização das populações de L. intermedia demonstrando ausência da aranha-marrom na natureza, a caracterização população, foram replicados e validados em outras localidades (RBS, União da Vitória, Ibirama) e aplicado em Curitiba novamente depois de 10 anos. Os experimentos foram realizados no CPPI, com apoio além do Emanuel, também do Rubens Gusso e João Minozzo. Minhas pesquisas tiveram o apoio dos técnicos Milton, Joel, Luís, Jorge e Emília, e ajuda de todos os estagiários, para utilização do espaço físico e, principalmente, na captura de mais de 5.000 aranhas destinadas apenas para os experimentos da dissertação.

Passo 4: Onde tem uma espécie não tem outra? Foram realizados inúmeros experimentos no doutorado e após o doutorado testando preferência por substrato, deslocamento, interações, estratégias reprodutivas. Embora tenham sido realizados alguns poucos estudos sobre epidemiologia, o capítulo 2 foi usado mais como caracterização do início do percurso. Ressalvo que o início dos anos 2000 representou um novo marco na minha jornada, o retorno à PUCPR, agora como professora de Zoologia pelas mãos do prof. Rubens Vianna e da profa. Leny Cristina Miléo Costa e apoio dos coordenadores Waldemar Enz e Ana Greca, criamos o Laboratório Núcleo de Estudos do Comportamento Animal (NEC-PUCPR), onde pudemos contribuir com a formação profissional de um número mais expressivo de estudantes, ampliando as perspectivas de estudos para outras espécies de aranhas e outros animais, como o caramujo gigante africano, o aruá do mato, os escorpiões, baratas, tenébrios, répteis, aves e mamíferos e, até animais humanos, cuja a vivência no ambiente do laboratório e os vínculos criados também contribuíram para essa obra. Foram inúmeras pesquisas em que se confrontou o hábito generalista e especialista avaliando efeito da alimentação no crescimento e na constituição bioquímica e entre hábitos mais ou menos agressivos a partir de interações entre adultos, jovens e filhotes, ressalto a contribuição da Lays Parolim como aluna hj é minha colega colaborando em outras dimensões do comportamento animal. O estudo das estratégias reprodutivas que foi o maior investimento de pesquisa congregando diferentes perspectivas, desde as estruturas morfológicas, os mecanismos de comunicação, comportamento da fêmea e comportamento agonístico de machos.Aponto também os projetos desenvolvidos com Fontanta, Eduardo e Tic, e meu pós-doutorado no Departamento de Química da UFPR.

Passo 5: Qual a relação com as outras aranhas? A aplicação do protocolo de diagnostico indicou a relação entre a grande população da aranha-marrom com pequena presença de outras aranhas sinantrópicas. Essa evidencia se conecta com a minha entrada no Comitê de Ética no uso de animais conduzido pelo Pro. Mario Sanches e pela Dra. Maria Antônia Prado que mudou totalmente a minha visão sobre bem-estar animal especialmente de invertebrados e que consolidou com minha entrada no PPGB frente do Grupo de Pesquisa em Bioética Ambiental e abrindo uma nova página no meu percurso profissional. Então comecei a pensar na possibilidade de um controle ético. Investi em pesquisas buscando compreender a relação entre as espécies, realizamos muitos experimentos especialmente com a treme-treme e a aranha vermelha. Os experimentos apontavam para uma eficiência da treme-treme como predadora, mas para tal seria necessário investir no conhecimento da relação das pessoas com as aranhas e o desafio de como promover um engajamento social e a superação da aversão às aranhas.
Passo 6: O que a sociedade sabe? Tecnologia Social e Bioética - A perspectiva da bioética deslocou o foco exclusivamente o controle e passou a incluir educação, diálogo e sustentabilidade. A questão das aranhas foi então inserida no campo da biofobia, evidenciando que o problema não é apenas biológico, mas também cultural. O deslocamento ampliou a compreensão das vulnerabilidades, que não se restringem à espécie ou aos acidentes, mas incluem dimensões sociais, ambientais e institucionais. Nesse contexto, a relação com a aranha-marrom passa a ser entendida dentro de uma perspectiva de saúde global, fortalecimento do autocuidado ambiental e o reconhecimento de que problemas comuns demandam decisões compartilhadas. Então fomos a campo, ouvir as pessoas, entender aspectos biológicos e sociais associados a biofobia, especialmente a aracnofobia. As cidades estão se re-enverdecendo, mas junto com as arvores vêm também a fauna. As pessoas desaprenderam a se relacionar com a natureza, a cidade sempre foi estéril, elas são sabem identificar e se proteger do risco real. Então, o que precisamos para reconectar e reeducar as pessoas a natureza. 
Passo 7. Popularizar para convivência – foi nosso último projeto, buscando uma integração social elaboramos um experimento que avaliasse a efetividade da treme-treme como predadora da Aranha-marrom através do acompanhamento de como se distribuem pelo ambiente, ao mesmo que pudesse mostrar para sociedade os bastidores da pesquisa. Foram várias turmas de estagiários e quatro Pibits que juntos resultaram na última publicação do grupo. Nesta foto é possível visualizar a casa da aranha, uma simulação lúdica de um ambiente de uma casa onde se avaliou a distribuição das aranhas. E aqui eu apresento o canal @aranha.marrom, que foi criado para informar sobre a aranha marrom, trazer enquetes, engajamento. Quando começamos o projeto da casa da aranha passamos também a postar em tempo real o resultado os experimentos. O grande crescimento do canal se deu com a entrada do Kaz Born no projeto e popularização da ciência, que antecedeu o livro, mas a intenção foi a partir de diferentes ferramentas de comunicação mostrar o percurso de uma pesquisa científica que levou décadas e principalmente engajar o público. Como interlocutor criamos uma aranha de crochet, feita pelo Felipe um aluno da biologia, e que passou a ser o personagem que permeava a história para entender o pq foi batizada de Loxosceles crochet. Tivemos postagens que abordaram todos os temas do livro, lives com especialistas, depoimento de ex-pesquisadores, entrevista com Dr. Valdemiro Gremink, o post que falava da predação pela aranha treme-treme foi nosso maior alcance com mais 400 mil acessos e principalmente o que validou nossa pesquisa, pois pudemos acessar aqui a reação espontânea do publico engajamento com o reconhecimento e adesão ao controle ético, além de relatos de terem presenciado a predação em suas próprias casas. Uma das postagens foi comentada pelo biólogo Henrique, Ibest em Ecologia e sustentabilidade que elogiou o experimento e foi visualizado por mais de um milhão de pessoas, com comentários também muito gratificantes. Enfim, é um rico material que traduz esse livro para outras formas de comunicação e que levou a aranha-marrom até as crianças em duas escolas, uma privada, 1ª série e outra pública aqui na comunidade Torres. Convido a conhecerem, se inscreverem e divulgarem nosso canal, assim como explorarem nosso livro, dando sentido a esses 30 anos de conexão, comprometimento e perseverança, em um futuro factível para todos! 
Passo 8. Afinal Por que Curitiba? O Último capítulo traz uma luz ao desafio lançado pelo prof Oldenir há 33 anos. A alta densidade de Loxosceles intermedia em Curitiba não pode ser explicada por um único fator. Ela resulta de uma convergência entre características da espécie e condições do ambiente urbano. Trata-se de uma espécie altamente errante, que responde com deslocamento a estímulos sutis de variações de temperatura, disponibilidade de alimento ou perturbações no refúgio. Isso significa que ela está constantemente explorando o ambiente e ampliando sua ocupação dentro das edificações. Mas essa capacidade, por si só, não explica pq Curitiba. Curitiba combina alta umidade e instabilidade térmica, o que torna o ambiente natural hostil, ao contrário das construções urbanas que oferecerem abrigo estável, proteção contra intempéries, disponibilidade de microambientes ideais como caixas de papelão, quadros, telhas oferecem estrutura, isolamento térmico e locais seguros para reprodução. Outro fator é a menor pressão de competidores ecológicos. Portanto, o que explica Curitiba é uma combinação: uma espécie altamente adaptável inserida em um ambiente urbano que potencializa sua permanência e multiplicação. O estudo sobre a aranha-marrom não se finda em si, o panorama apresentado, mostra que toda uma rede de apoio é estabelecida para responder uma pergunta específica, consequentemente, é possível e necessário ampliá-la para resolver a relação da humanidade com a natureza. É necessário empoderar o cidadão para o protagonismo crítico e comprometimento com a coletividade. Essa perspectiva estará inserida em cada mistério desvendado, do dia a dia da existência de uma espécie espetacular, cujos ensinamentos podem e devem ser transpostos para o todo. Essa obra tem uma representação complexa, intensa e completa na minha jornada profissional e pessoal, o que sou hoje, indubitavelmente traz agregado o que aprendi com a L. intermedia, suas estratégias, fraquezas e fortalezas. Mas principalmente as potencialidades advindas da superação de ser um ‘problema’ para ser uma ‘inspiração’. No início da jornada se questionava: ‘o que fazer para acabar com a aranha-marrom?’, enquanto havia um esforço na busca de um tratamento e uma aspiração em um controle eficaz, eu ia na contramão, queria saber: quem era Ela. O estigma da aranha vilã era incompatível com aquelas aranhas que vi nascer, que alimentei semanalmente, limpei suas casas, ofereci o melhor ambiente que podia e estive presente até o dia de suas mortes. Promovi encontros ‘amorosos’, admirei suas estratégias, vibrei com quando superaram suas limitações, me culpei por isolado e ter realizados experimentos cruéis. Foram 30 anos! Uma vida inteira, completa, preenchida. Hoje findar, o que espero ser a primeira fase desse percurso, promove uma mistura de sentimentos de alegria, gratidão e satisfação. Escrever esse livro, foi muito significativo por relembrar que minha jornada até aqui foi muito rica e que nunca estive sozinha. Não tem como não fechar os olhos agora e lembrar daquela garota, recém-formada, proferindo uma palestra no anfi 10 do politécnico, com tão poucas informações, e se sentindo desafiada diante da pergunta da mídia, da sociedade e da academia: ‘Porque Curitiba?’ e hoje poder oferecer essa obra para cidade que me acolheu e acolheu uma espécie admirável: L. intermedia, uma cidadã Curitibana! E antes que me perguntem... nunca fui picada por uma aranha. 
 
 
Meu agradecimentos à Equipe que compôs parte desse percurso...

João Carlos; Estefano Jablonski; João Carlos Jaszczerski; Emanuel Marques-da-Silva; Júlio Cesar de Moura-Leite; Francisco Fischer Filho; Sylvia Lucas; Carlos; Silvia Gomes; Claudia Staudacher; Florinda Tomé; Marcia Czulik; Iris Trochimczuk; Luiz Cesar Machado; Cesar Ades; Ricardo P. da Rocha; Antônio Brescovit; Alexandre Bonaldo; Hilton Japyassú; Jorge Rodolfo Lima; Eduardo Ramires; Setuko Masunari; Luís Amilton Foerster; João Vasconcellos-Neto; Oldemir Carlos Mangili; Paula Batista dos Santos; Giselia Rubio; Marlene Entres; Rubens Gusso; João Minozzo; Milton; Joel; Luís; Jorge; Emília; Patrícia; Denis; Érica; Santa Ineide Forti Fischer; Rubens Vianna; Leny Cristina Miléo Costa; Waldemar Enz; Alexandre Dalabona; Janael Riceti; Adriana Monteri; Aline Gonçalves; Areli; Amanda; Andressa Ricetto; Bruna Lemos; Carolina Rodrigues; Caroline Granzoti; Cesar Marquioro; Cleide Santos; Diego Freitas; Emanuelle Francisco; Eslei Xavier; Fernanda Shinaider; Helena Wohlke; Gabriela; Gabriel Cadenas; Giovana Casagrande; José Renato Rebelo; Jussara Bittencurt; Karin Wolanski; Lays Parolin; Felipe Andrade; Felipe Neves; Flávia Krechemer; Flavia Gabardo; Guilherme Lisboa; Katie Silva; Kaz Rolim de Moura Born; Lenira Ferreira; Massao Itou; Maria Fernanda Caneparo; Monyka Wanto; Munique Zeni; Rafaela Puglia; Rafaela Freitas; Renate Schuartz; Robiran Santos-Jr; Rodrigo Granzoti; Tatiane Lozano; Taje Lanzoni; Thalita Vieira; José Domingos Fontana; Francisco Assis Marques; Mario Sanches; Antônia Maria do Prado; Juliana Z Santos; Marina Farias; Ana Laura Furlan; Caroline Filla Rosaneli; Maria Fernanda Palodeto; Tuany Burda; Maicon Oliveira; Isabella Ricca

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