Série
Ensaios: Aplicação da Etologia
Por
Brunna Victorino, Dayane Miyasaki e Luiza Strle
Acadêmicas
do curso de Biologia
A
etoecologia é um tema que vêm ganhando cada vez mais espaço ao longo dos anos.
Krebs & Davies ao publicarem a primeira edição do livro: “Ecologia comportamental: uma perspectiva evolutiva” iniciaram
uma nova maneira de estudar o comportamento animal, sendo a chave principal
para o estudo a adaptação, o que permitia aos ecólogos ambientais avaliar como
um comportamento poderia maximizar a aptidão dos indivíduos que o apresentassem
em seu genoma. Entretanto a partir de 1990,
ecologistas comportamentais vêm abandonando suas áreas de interesses e buscando
novos desafios como o desenvolvimento de modelos adaptativos simples para
investigar fenômenos biológicos complexos aplicados em muitas áreas fora do
comportamento, como por exemplo, análises sofisticadas com técnicas modernas
que permitem testar o comportamento na determinação de padrões de especiação e
extinção em larga escala (DEL-CLARO et al.,
2009). Já
no século XXI a ecologia comportamental se torna uma ferramenta extremamente
útil para a conservação, pois nos proporciona e possibilita
testarmos o valor adaptativo de comportamentos exibidos por diferentes membros
de uma mesma rede trófica, sendo isto essencial para a
manutenção de comunidades naturais ainda bem preservadas. Para os etólogos modernos, especialmente para os ecólogos comportamentais, estudos
de ecologia de interações, voltados para a compreensão do impacto das relações
entre organismos sobre a biodiversidade das comunidades e ecossistemas que
integram, representam um novo e estimulante desafio. A solução dos novos
problemas que se apresentam, passa pelo redescobrimento do estudo do comportamento
animal e história natural, utilizados agora como ferramentas básicas para a
compreensão de interações e biodiversidade, com aplicação direta em programas de
conservação (DEL-CLARO, 2007)
Exemplos
de aplicações da etoecologia em pesquisas científicas:
·
Ecologia comportamental na interface formiga-planta
-herbívorointerações entre formigas e lepidópteros: revisão e discussão dos
cenários ecológicos onde ocorrem herbívoro-interações, em especial o efeito
potencial de formigas sobre
a biologia e o comportamento de larvas de Lepidoptera.
·
Ecologia
reprodutiva e comportamento de forrageio e escavação de Dermatonotus muelleri (Boettger, 1885) (Anura, Microhylidae): determinação do
padrão reprodutivo de D. muelleri, com ênfase nos mecanismos de sincronismo
reprodutivo entre machos e fêmeas e nos mecanismos de regulação da razão sexual
operacional, e determinação da adaptabilidade de D. muelleri à ambientes semi-áridos.
·
Uma perspectiva
psicoetológica para o estudo do comportamento animal: abordagem integrada, psicoetológica,
aos processos comportamentais básicos, como a escolha de comportamentos
ecologicamente relevantes como foco inicial de análise; uso explícito da
situação de laboratório como modelo de contextos naturais e estudo das
diferenças inter-específicas dentro de um quadro ecológico de referência.
·
Biologia reprodutiva
e ecologia comportamental de Skuas Antárticas Catharacta maccormicki e C. lonnbergi:
informações aspectos básicos da reprodução, características das áreas
de reprodução, sucesso reprodutivo, hibridização, reprodução cooperativa e
comportamento durante atividade de forrageamento, através de uma análise
comparativa à diferentes regiões geográficas onde ocorrem estas espécies.
O
presente ensio foi elaborado para disciplina de Etologia tendo como base as
obras:
ALCOCK,
J. Comportamento animal: uma abordagem evolutiva. 9.ed. Porto. Alegre:
Artmed, 2011. 606p.
KREBS, J.R.; DAVIES,
N.B. Introdução à Ecologia Comportamental. São Paulo:
Atheneu, 1996. 420p.
Muito bom!
ResponderExcluirMuito bom!
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