Nos dias 8, 9 e 10 de abril de 20206 ocorreu o enceramento da 4ª turma da especialização em Avaliação do Comportamento e sua Aplicação no Bem-estar Animal marcado por uma sequência de apresentações que evidenciaram densidade analítica, diversidade temática e forte potencial de aplicação prática e científica. Os trabalhos demonstraram domínio técnico, criatividade metodológica e capacidade de transpor os resultados para diferentes contextos profissionais, especialmente no aprimoramento da relação entre tutores e animais de companhia, com foco na qualificação da comunicação e na promoção do bem-estar animal. A programação teve início na quarta-feira com a abordagem das relações interespecíficas em contextos domésticos. Catarina Peixoto da Silva analisou o vínculo entre caninos e felinos em famílias multiespécie, evidenciando dinâmicas de convivência e estratégias de mediação comportamental. Na sequência, Ligia do Amaral Fernandes e Vitória Kimie apresentaram os efeitos de uma intervenção baseada em reforço positivo em cães, demonstrando a eficácia de protocolos estruturados na modificação comportamental e na melhoria da qualidade de vida. Na quinta-feira, os trabalhos avançaram sobre dimensões clínicas, sociais e aplicadas do comportamento animal. Bianca Santana da Silva discutiu os transtornos de vínculo em cães, destacando implicações para o manejo e a intervenção. Clara Freitas Cordeiro e Brenda Caroline de Melo exploraram o enriquecimento ambiental como estratégia para mitigar a ansiedade de separação, articulando diagnóstico e intervenção.
Maria Paula Mansur Mäder e Áurea Aragão Caribé Dias analisaram a dinâmica comportamental e a competência social canina, ampliando a compreensão das interações intraespecíficas realizando uma linda comparação entre a relação de crianças e cães docimciliados e comunitários em Curitiba e no interior da Bahia. Rafaela Nigri Silveira Duarte e Rafaela Oliveira Cardoso de Miranda enfatizaram a importância da capacitação de monitores para o manejo eficiente em creches de cães, evidenciando a interface entre comportamento agressivo em cães e a experiência e capacitação técnica de monitores, contribuindo para a interpretação funcional de padrões frequentemente negligenciados. Encerrando a noite, Isabelle Louise Aliganchuki trouxe uma análise comportamental de um gato do mato cativo de Herpailurus yagouaroundi sob diferentes níveis de visitação no Zoológico Municipal de Curitiba, articulando comportamento, estresse e manejo em contexto de cativeiro. A sexta-feira concentrou estudos voltados majoritariamente à espécie felina, além de uma abordagem com equinos, ampliando o espectro taxonômico e aplicado. Louise Caroline Bonfim Silva Casara apresentou a construção de um etograma de gato doméstico, fornecendo base sistematizada para análises futuras. Jessica Thompson de Oliveira investigou o comportamento social e lúdico em gatos, destacando sua relevância para o bem-estar. Monik Oprea abordou um comportamento incomum de tosse em felinos, contribuindo para a interface entre comportamento e clínica. Erika Cristina Paul analisou o comportamento de gatos em um abrigo na Noruega, trazendo uma perspectiva comparativa e contextual e levando reflexões a partir de uma experiência vivencial única e de muita dedicação. Paula Wolfgan Cieslinski Wendling discutiu o comportamento de gatos em tratamento de esporotricose, integrando aspectos sanitários e comportamentais. Por fim, Laís Honorato Rezende apresentou a análise do comportamento de equinos internados em hospital universitário em Sorocaba, evidenciando desafios e possibilidades de intervenção em ambiente clínico. O conjunto dos trabalhos evidencia uma formação que ultrapassa a dimensão técnica, alcançando maturidade analítica e compromisso ético com a transformação das realidades investigadas. As produções apresentadas demonstram elevado potencial de desdobramento em publicações científicas e no desenvolvimento de produtos e protocolos aplicáveis, capazes de qualificar práticas profissionais e promover melhorias concretas na vida dos animais. O encerramento desta turma ocorre com satisfação e reconhecimento pela consistência, competência e sensibilidade dos especialistas formados, evidenciando a maturidade alcançada na área de comportamento e bem-estar animal. A 5ª turma já está confirmada e ainda estamos recebendo inscrições. Nosso time de professores atuantes nas mais diversas áreas do bem-estar-animal convidam aos interessados para conhecerem mais de suas trajetórias e também a proposta do curso no endereço: https://estudenapuc.pucpr.br/pos-graduacao/cursos/avaliacao-do-comportamento-e-sua-aplicacao-no-bem-estar-animal-curitiba/


Foi uma honra, uma bela jornada de aprendizado!!
ResponderExcluirgkgu
ResponderExcluirDepois de assistir ao documentário sobre o Rio Belém e ler o texto “Rios como Sujeitos de Direitos”, dá pra perceber como a relação das pessoas com os rios, principalmente nas cidades, é bem problemática. No documentário, fica claro que o Rio Belém está muito poluído por causa do lixo, esgoto e da ocupação desorganizada. Isso mostra como muitas vezes a população não tem consciência do impacto das próprias ações no meio ambiente.
ResponderExcluirJá o texto traz uma ideia diferente, dizendo que os rios deveriam ser vistos como sujeitos de direitos, ou seja, como algo que precisa ser respeitado e protegido, e não só usado pelas pessoas. Isso faz a gente pensar melhor sobre a importância dos rios e como eles são essenciais para a vida.
Juntando os dois materiais, dá pra entender que a situação dos rios é resultado das atitudes humanas, mas também que é possível melhorar isso com mais conscientização, políticas públicas e cuidado com o meio ambiente. Preservar os rios é importante não só para a natureza, mas também para a nossa própria saúde e qualidade de vida.
O documentário sobre o Rio Belém mostra como a urbanização e o crescimento desordenado de Curitiba contribuíram para a poluição e degradação do rio. Já o texto “Rios como Sujeitos de Direitos” propõe que os rios sejam reconhecidos como sujeitos de direitos, destacando a importância de sua preservação para o equilíbrio ambiental e a qualidade de vida. Assim, os dois materiais reforçam a necessidade de maior consciência ambiental e de políticas públicas voltadas à proteção dos rios e do meio ambiente.
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