O lançamento on-line do livro Blue University e a justiça das águas foi realizado no dia 23 de março de 2026, às 19 horas, por meio da plataforma Zoom, reunindo diversos participantes entre docentes, pesquisadores, estudantes e representantes institucionais. A atividade configurou-se como um espaço ampliado de difusão científica e articulação interinstitucional, alinhado à celebração do Dia Mundial da Água e à consolidação da agenda da justiça hídrica no âmbito acadêmico. O evento foi conduzido pelos organizadores, Prof. Dr. Elias Wolff e Profa. Dra. Marta Luciane Fischer, que apresentaram a proposta da obra, destacando seu caráter coletivo e interdisciplinar, bem como sua inserção no movimento global Blue Community e na perspectiva das Blue Universities. o Coordenador do Programa de Pós Graduação em Teologia Dr. Rudolf Eduard Von Sinner proferiu uma importante fala sobre a trajetória do programa na temática, sendo enfatizada a compreensão da água como direito humano universal, bem comum e elemento estruturante de justiça socioambiental. Na sequência, autores presentes contribuíram com a apresentação de seus capítulos e experiências, enquanto aqueles que estiveram presentes durante o lançamento presencial foram apresentados pela Dra. Marta. O Prof. Gilberto Coelho compartilhou a trajetória da Universidade Federal de Lavras, evidenciando práticas institucionais consolidadas em gestão hídrica, eliminação de plásticos descartáveis e adaptação às mudanças climáticas. A deputada Leninha trouxe a dimensão política da temática, destacando sua atuação em defesa da água como direito fundamental, a resistência à privatização e o desenvolvimento de tecnologias sociais em comunidades, especialmente em contextos rurais. A Profa. Vera Catalão apresentou uma reflexão sensível e analítica sobre a água em sua dimensão simbólica, relacional e poética, ampliando o debate para além dos aspectos técnicos e aproximando-o das experiências humanas e culturais. A Profa. Marta Luciane Fischer, ao apresentar resultados de pesquisas em bioética ambiental, evidenciou lacunas no entendimento institucional sobre o conceito de Blue University e destacou a necessidade de fortalecer processos de letramento hídrico e engajamento da comunidade acadêmica. Também foram abordadas as investigações conduzidas por Thierry Lummertz, relacionadas ao reconhecimento do rio Belém como sujeito de direito, articulando ciência, ética e participação social. O Prof. Dr. Elias Wolff reforçou o papel da universidade como agente de transformação diante da crise hídrica contemporânea, destacando a certificação da PUCPR como Blue University e a responsabilidade institucional na promoção de práticas sustentáveis e de justiça hídrica. Sua fala enfatizou a necessidade de superar a lógica da mercantilização da água, reafirmando-a como dom, bem comum e direito. O evento integrou ainda a abordagem do tema “Água e gênero”, com a participação da Profa. Dra. Andréia Cristina Serrato, que apresentou a água como lugar teológico, articulando dignidade, gênero e justiça na perspectiva ecofeminista. Sua exposição evidenciou como a crise hídrica afeta de forma desigual mulheres e meninas, destacando a sobrecarga associada ao acesso à água e a necessidade de transformação dessas estruturas por meio de abordagens críticas e interdisciplinares. A interação entre os participantes favoreceu a construção de um ambiente de diálogo e troca de experiências, permitindo a articulação de encaminhamentos voltados à divulgação da obra, ao fortalecimento de parcerias e ao desenvolvimento de ações educativas e institucionais. O lançamento on-line consolidou-se, assim, como um espaço estratégico de circulação de conhecimento e fortalecimento de redes, reafirmando o papel da universidade na construção de respostas coletivas frente aos desafios contemporâneos relacionados à água e à justiça socioambiental.
Agradecimento aos autores
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Repercussão:


A ideia de considerar o rio como sujeito de direito representa uma mudança importante na forma como a sociedade se relaciona com a natureza. Em vez de tratar o rio apenas como um recurso a ser explorado, ele passa a ser reconhecido como uma entidade com direitos próprios, como o direito à preservação, à vida e ao equilíbrio ecológico.
ResponderExcluirNo campo da bioética, essa perspectiva amplia o debate moral, incluindo não apenas os seres humanos, mas também os ecossistemas. Isso implica responsabilidade coletiva na proteção ambiental, valorizando princípios como respeito à vida, sustentabilidade e justiça ambiental.
No cotidiano, essa visão se traduz em atitudes práticas, como o uso consciente da água, a não poluição de rios, o descarte correto de resíduos e o apoio a políticas públicas ambientais. Assim, a bioética deixa de ser apenas teórica e passa a orientar comportamentos que contribuem para a preservação dos rios e da vida como um todo.
Documentário plug; O documentário evidencia o contraste entre a relevância ambiental do rio e o estado atual de degradação, causado principalmente pela urbanização desordenada, poluição e descarte inadequado de resíduos. Ao longo do trajeto, são apresentados depoimentos e imagens que revelam como o rio foi sendo modificado pela ação humana, perdendo qualidade e biodiversidade.
Além disso, a obra tem um caráter educativo e de conscientização, incentivando a reflexão sobre a responsabilidade coletiva na preservação dos recursos hídricos. Mostra que, apesar dos impactos negativos, ainda existem iniciativas e possibilidades de recuperação, reforçando a importância de atitudes sustentáveis no dia a dia.
Em síntese, o documentário utiliza o Rio Belém como exemplo para discutir a relação entre cidade e natureza, destacando a necessidade urgente de cuidado ambiental e valorização dos rios urbanos.